Quarta feira, 24 de abril de 2019 Edição nº 15027 27/07/2018  










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Por modernidade, Palmeiras cogita Luxa ou Felipão

DANILO LAVIERI
Da Folhapress

O Palmeiras cogita contratar Luiz Felipe Scolari ou Vanderlei Luxemburgo para substituir o técnico Roger Machado. Embora o discurso do presidente Mauricio Galiotte sempre tenha como bandeira a modernização da gestão, a pressão em ano político e a falta de opções no mercado fazem a diretoria estudar nomes que estão na ativa há 30 anos.

A situação também fez o atual comando promover a segunda quebra de contrato de um técnico que era aposta e não deu certo. A primeira havia sido com Eduardo Baptista, demitido para o retorno de Cuca. É por esse contexto que o time descarta, em um primeiro momento, nomes da "nova geração" como Jair Ventura e Zé Ricardo.

Segundo apuração do UOL Esporte, Luxa e Felipão ganharam força no Palmeiras por "conhecerem a casa". Apesar de despertarem rejeição imediata em parte da torcida e do Conselho, os dois comandantes são "cascudos" para lidar com o estilo de trabalho na Academia de Futebol, na avaliação de quem decide sobre o futuro no Alviverde.

Além da pressão por títulos, a diretoria sabe que o novo nome trabalhará nos próximos meses muito pressionado politicamente por conta da eleição presidencial marcada para o último trimestre do ano. Tanto Luxa quanto Felipão já atuaram em circunstâncias parecidas e, rotineiramente, faziam críticas públicas ao ambiente político do clube.

Outro experiente nome entre os técnicos brasileiros, Abel Braga já foi descartado. O treinador, que só prefere assumir o comando de clubes no início do ano, ficará ao lado de sua família pelo menos até dezembro. Em entrevista à Rádio Grenal ontem, Abel também descartou a possibilidade. "Eu estou na academia, não estou por aí. Eu não vou para lugar nenhum. Em janeiro eu vejo para onde eu vou."

A possibilidade de ir atrás de um treinador estrangeiro também não é vista com bons olhos, pelo menos em um primeiro momento. A falta de conhecimento de terreno e de mercado fazem com que a atual administração foque em nomes brasileiros.

Além dos problemas dentro de campo, Galiotte também precisa lidar com outro item de pressão no dia a dia do clube. Por conta da dívida com a Crefisa, ele tem visto as contas reprovadas nas últimas análises do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). As eleições presidenciais do Palmeiras irão acontecer em outubro deste ano.

MÉDIA

Desde a volta à Série A do Brasileiro, em 2014, o Palmeiras tem uma média de dois treinadores por temporada. Roger Machado se tornandoU o oitavo ex-treinador do clube em quatro anos.

A reportagem considerou os profissionais que ficaram mais de dez jogos à frente da equipe. No período, o clube teve ainda treinadores interinos, que assumiram após demissões durante a temporada.

O ano de 2014, quando voltou à elite do futebol brasileiro, foi o de maior rotatividade, com três comandantes efetivados.

Após subir o time em 2013, Gilson Kleina caiu em maio. O argentino Ricardo Gareca foi chamado, mas ficou apenas três meses. Por último, Dorival Júnior encerrou a temporada e foi demitido em dezembro.

O ano de 2015 começou com Oswaldo de Oliveira. No Campeonato Paulista, o técnico levou o time à final, mas perdeu para o Santos nos pênaltis. Ele foi demitido em junho, depois de seis rodadas e poucos resultados no Brasileiro.

Marcelo Oliveira foi chamado e conquistou a taça da Copa do Brasil. O treinador deixou o clube em abril de 2016, após nove meses de trabalho, um dos mais longevos nos últimos quatro anos.

O técnico Cuca foi chamado para assumir o time em março de 2016. Na sua gestão, o time conquistou o Brasileiro depois de um jejum de 22 anos. Em um caso atípico, o treinador que preferiu não renovar o contrato em dezembro daquele ano, alegando questões pessoais.

Eduardo Baptista foi o chamado para comandar a equipe em dezembro de 2016. Foi o mais duradouro desde 2014, com 11 meses de trabalho, até ser demitido em maio de 2017.

Foi quando Cuca voltou. A parceria, porém, não teve o mesmo sucesso da primeira passagem e o treinador foi demitido em outubro do ano passado.

O auxiliar técnico Alberto Valentim foi chamado para comandar a equipe nas 11 rodadas finais do Brasileiro de 2017. Ele já havia assumido o posto de interino em outras quatro oportunidades no time.

O treinador deixou o clube em dezembro.

A temporada de 2018 começou com agora demitido Roger Machado. Sob seu comando, o time chegou à final do Campeonato Paulista deste ano, mas foi derrotado pelo Corinthians nos pênaltis.



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