Sexta feira, 24 de maio de 2019 Edição nº 15023 21/07/2018  










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Mauro diz que Taques quer ‘queirmar’ MDB

Mauro Mendes defende aliança e acusa o governador de querer desqualificar o MDB

DINALTE MIRANDA/DC
Mauro Mendes: “Eu não vou ficar falando mal de ninguém”
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM) afirmou ontem que o governador Pedro Taques (PSDB) está tentando desqualificar o MDB para a eleição de outubro deste ano.

O democrata reconhece o peso negativo que o ex-governador Silval Barbosa trouxe para o MDB, devido aos inúmeros escândalos de corrupção, mas afirma que a legenda não pode responder pelos atos de um correligionário.

“Estão tentado inventar um fantasma que não existe, ficam tentando queimar o MDB. Agora, eu vou dizer uma frase do atual governador: ‘quem comete crime são as pessoas, não são os partidos’. Dento de qualquer partido tem nego que não presta, que é vagamundo. Mas dentro de todos os partidos também tem gente boa, tem gente séria, e eu digo isso porque estou dentro da política”, ironiza o pré-candidato ao Governo do Estado fazendo referência as justificativas dadas por Taques quando questionado sobre as fraudes que ocorreram durante a sua administração.

De acordo com Mendes, uma série de fatores fez com que o MDB apoiasse o seu projeto eleitoral rumo ao Palácio Paiaguás neste ano. Entre eles estaria o seu alto índice de aprovação enquanto prefeito da Capital, associado com a forma que o estado vem sendo conduzido atualmente.

“Na prefeitura nós respeitamos nossos servidores, nós soubemos montar uma boa equipe, uma equipe que saiu de lá, também como nós, de cabeça erguida, não teve nenhum problema. Nós tivemos uma baixíssima rotatividade de secretários, diferente daquilo que está acontecendo hoje no estado, que é a maior rotatividade da história, que teve sete secretários presos numa administração. É essa percepção que deu ao MDB e está dando a outros partidos que o melhor caminho é estar ao nosso lado”, alfinetou.

O ex-prefeito ainda lembrou que quando estava à frente do Palácio Alencastro tinha o apoio do MDB, e cita a força política que a legenda possui no Estado, estando no comando de prefeituras de diversos municípios.

“Alguma vez eu briguei com o MDB? Eu tive o apoio do MDB na Prefeitura de Cuiabá, tinha dois vereadores que apoiavam a nossa administração. O MDB ganhou a prefeitura de Cuiabá em 2016, esqueceram disso? O prefeito Emanuel pinheiro é do MDB. O MDB tem hoje a prefeitura de Barra do Garças, Primavera, Tangara, Alta Floresta, entre outras. Das dez maiores cidades de Mato Grosso, cinco estão sendo administradas pelo MDB. Então, estão tentando inventar uma história que não existe”, disse.

Na última semana o MDB deixou o arco de alianças do senador Wellington Fagundes (PR) para apoiar a pré-candidatura de Mendes ao Governo do Estado. Apesar da grande representatividade da legenda no Estado, a tendência é que ela não integre a chapa majoritária.

Mendes ainda garantiu que não haverá ataques de sua parte durante a campanha eleitoral. O democrata afirmou que durante este período quer debater os problemas e as soluções para o estado de Mato Grosso.

“Eu não vou ficar falando mal de ninguém, não vou falar pessoalmente da vida de ninguém, não vai haver ataques. Agora, numa eleição é para gente debater o nosso estado, os problemas e as soluções, e isso nós vamos debater. Vamos debater aquilo que está acontecendo em Mato Grosso, aquilo que está errado, aquilo que pode melhorar, apresentar alternativas, algumas sugestões, e aí, ao final será Deus, e acima de tudo, o povo de quem vai escolher o próximo governador”, enfatizou.

Apesar disso, o democrata tem criticado duramente a atual administração sob o comando do governador Pedro Taques (PSDB), que deve ir a reeleição em outubro deste ano.

“O Estado está com profunda dificuldade, muita dificuldade. Precisamos mudar este rumo, e eu acredito que a nossa experiência como prefeito já comprovada, poderá ajuda muito Mato Grosso neste momento para sair dessa enorme confusão, porque o Estado hoje está praticamente quebrado, não consegue pagar seus fornecedores, não consegue honrar seus compromissos com as prefeituras, hospitais, saúde, com os poderes. Então, precisa fazer uma reengenharia de gestão, precisa mudar muita coisa para que a gente reestabeleça a confiança, a capacidade de diálogo”, afirmou Mendes.

Além disso, o ex-prefeito põe em cheque a justificativa dada pelo atual chefe do Executivo Estadual acerca das dificuldades enfrentadas pelo Estado nos últimos anos.

“Fala-se em crise, mas a receita cresceu nesse últimos anos. Como que pode falar em crise? Crise é quando você perde o empreso e fica com dificuldades na sua casa. Agora quando você está empregado e seu salário sobe, como que se fala que em crise financeira no seu lar? Isso é porque estão para o estado, não estão sabendo gastar, e isso é o que nós estamos precisando discutir”, finalizou.



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· Em todos os partidos políticos tem.as bo  - carleth castro




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