Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 15023 21/07/2018  










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Geraldo Alckmin dá largada simbólica

THAIS BILENKY e BERNARDO CARAM
Da Folhapress – São Paulo

O anúncio do deputado Rodrigo Garcia (DEM) como vice na chapa ao governo paulista de João Doria (PSDB) se tornou a largada simbólica da campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB).

Em sua primeira aparição pública ao lado de Doria desde o início da pré-campanha, em abril, Alckmin foi recebido com gritos de o próximo presidente do Brasil em evento ontem em um hotel em São Paulo.

Na mesa estavam nomes de peso da política nacional, que na véspera acertaram aliança nacional com o tucano depois de meses de negociação. Estavam no ato os presidentes do DEM, ACM Neto, do PSD, Gilberto Kassab, e do PRB, Marcos Pereira.

"Estou trabalhando, não desisto", discursou Alckmin. "Vamos trabalhar muito por essa aliança [com o bloco]. O Brasil precisa de esforço de conciliação. Pacificar um país dividido", afirmou.

Os eventos semelhantes anteriores de Doria não tiveram a presença de Alckmin, que ainda não havia fechado aliança com o centrão, bloco formado por DEM, SD, PRB, PP e PR.

A campanha de Alckmin diz que agora o pré-candidato focará esforços em São Paulo para tentar recuperar terreno perdido para Jair Bolsonaro (PSL). Maior colégio eleitoral do país, o estado é decisivo na matemática dos votos da campanha presidencial.

O tucano afirmou, citando Mario Covas, que São Paulo jamais vira as costas para o Brasil. Elogiou Doria, "com quem tenho um laço afetivo extremamente profundo".

Doria diversas vezes se referiu a Alckmin como futuro presidente, disse que trabalhará pela vitória em SP e no Brasil.

"Precisamos nos acostumar a chamá-lo de presidente", discursou Garcia, ex-secretário de estado de Alckmin. "Geraldo foi um homem que me deu muitas oportunidades e me ensinou muito", afirmou o pré-candidato a vice-governador.

Com a aliança do centrão e Alckmin ainda não oficializada, ACM Neto elogiou o tucano com cautela, dizendo que as conversas são "produtivas e promissoras".

"Se tudo der certo, tenho certeza de que mais uma vez São Paulo vai ser decisivo para o Brasil", declarou o presidente do DEM.

O ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) também saudou Alckmin como próximo presidente antes de dizer que "a luta vai ser dura, duríssima".

PSC

Em um pequeno auditório com 55 cadeiras no subsolo de um hotel em Brasília, o PSC oficializou, ontem, Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para ser o candidato do partido à Presidência da República.

"Estamos sem microfone de propósito", disse o presidente do PSC, Pastor Everaldo, antes de passar a palavra a Rabello.

Em discurso, o economista não mencionou bandeiras usadas pelo PSC na campanha de 2014, quando Everaldo foi candidato, como a defesa da família formada por homem e mulher e críticas relacionadas ao aborto. Ao focar na área econômica, Rabello disse que apoia o modelo capitalista de livre mercado, mas não no formato vigente no Brasil.

"Este capitalismo, que é mais do que selvagem, é espúrio, de corporações, de juro alto e imposto escandaloso, isso vai acabar", disse.

Rabello afirmou que vai "distribuir din din" aos brasileiros através de um fundo de Previdência. Sem dar detalhes, disse que recursos da máquina estatal, que somam R$ 2 trilhões, serão revertidos para esse fundo, o que daria um saldo de R$ 10 mil para cada brasileiro.

Sem definições sobre alianças, o presidente do PSC disse que está dialogando com partidos, como o nanico PRTB de Levy Fidelix, mas avalia montar uma chapa puro sangue se as negociações não progredirem.



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