Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 15023 21/07/2018  










MORADORES DE RUAAnterior | Índice | Próxima

Projeto identifica mais de 400 pessoas em situação de rua

Da Reportagem

Sobre os moradores de rua, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Smadh) garante que vem fazendo ações e tentativas de abordagens às pessoas que se encontram nesta situação. Último levantamento da prefeitura identificou mais de 400 moradores em diferentes pontos da cidade, como o Morro da Luz, Beco do Candeeiro, Praça do Porto e proximidades do terminal rodoviário.

“Desde do início da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, a gente desenvolve o projeto ‘Quero te conhecer’, afirmou a diretora de Assistência Social Hellen Ferreira. Outra iniciativa é a abordagem social que funciona no Creas, localizado no Centro, e que faz o acolhimento, identifica e verifica se essas pessoas são daqui ou não e se desejam retornar para sua cidade origem.

“Àqueles que desejam a gente encaminha para unidades de acolhimento, que são quatro e cada com capacidade para 50 pessoas”, frisou. Porém, há resistência. “Mesmo estando em situação de rua, eles são sujeitos de direitos e não podemos obriga-los a sair do local”.

Segundo ela, em sua primeira edição, o projeto identificou que a maioria dos que foram abordados estava em trânsito e em passagem pela capital. Porém, também encontrou pessoas que moram nas ruas há mais de 10 anos e as transformaram em moradia.

Já dentro de contexto histórico e entre os diferentes perfis das pessoas que vivem ou perambulam pelas vias da cidade e que são classificadas como “público”, a assistente social explica que a escolha desses locais parte da tendência natural em que as pessoas têm em se unir e de ficarem juntas. “Eles normalmente procuram a região central, locais próximos a rodoviária, às secretarias que eles precisam e ao pronto-socorro. Essas são regiões que possibilitam a eles o trânsito, o caminhar e estar ali. No centro (por exemplo), tem a questão da guarda de veículos uma vez que muitos trabalham nesta atividade. Quando você conversa com eles verifica que estão bem informados em relação a isso. Eles sabem onde fica o Creas, sabem onde é a rodoviária, onde é a prefeitura e o pronto-socorro. São locais onde é mais fácil se juntar do que ficar sozinho”, disse.

Porém, reconhece que há outro “público” formado por àqueles que fazem uso ou tráfico de drogas e cometem delitos. Por isso, querem ficar escondidos e evitam ficar expostos. “A gente tem o público da política de assistência social, que tem vínculos rompidos e a gente precisa reforçar os laços familiares. A gente tem o público da saúde, que precisa de tratamento e tem outro que envolve a polícia mesmo e de ordem pública. Por isso, a criação do Comitê Interstorial de elaboração da política municipal voltada para a população de rua. Essa é uma questão que não será revolvida se não trabalharmos de forma articulada com outras políticas”, ponderou. (JD)



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