Sexta feira, 24 de maio de 2019 Edição nº 15023 21/07/2018  










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Grãos respondem por mais de 97% da receita acumulada

Da Reportagem

Dos US$ 8,65 bilhões em receita com os envios dos produtos mato-grossenses, o complexo soja é responsável por 80% do total, seguido pelo milho com 7%, das carnes (bovino, suíno e aves) com 6,4%, algodão com 3,7% e minerais com 1,3%. “Continua havendo forte concentração da pauta com os produtos soja, milho, carnes e algodão, respondendo por 97,1% do total exportado com liderança do grupo soja com 80% do total”, reforça o economista-chefe da PR Consultoria, Carlos Vitor Timo Ribeiro.

As exportações do complexo soja totalizaram US$ 6,93 bilhões registrando um pequeno crescimento de 3,8% em valor, por conta dos aumentos “também pequenos” nas vendas de soja-grão e farelo, apesar do maior aumento de 12,7% para o óleo de soja. “No período, respondemos por 30,5% do total dos embarques de soja-grão do país, por 34,6% do farelo, por 22% do óleo de soja e por 38,2% do volume exportado de farinha e pellets indicadores que mostram bem a importância dessa cadeia industrial instalada aqui no Estado”.

O valor exportado de milho até junho, de US$ 603,92 milhões, se contrapõe aos US$ 281,25 milhões do mesmo período do ano passado, registrando aumento de 114,7% em faturamento e 128% em volume embarcado apesar da queda de 5,8% no preço internacional do produto. Com 3,85 milhões de toneladas exportadas até junho, o milho já é o 2º maior produto da pauta, em quantidades físicas exportadas, superando o volume exportado de farelo de soja. “No entanto, tal desempenho pode ter reflexos negativos, especialmente na avicultura e suinocultura, reduzindo a oferta interna do grão, resultando em aumentos de preços da ração animal, que responde por quase 70% do custo operacional dessas cadeias produtivas de carne. Também impacta nas usinas de etanol de milho, que vem se consolidando como alternativa viável para a agregação de valor à produção crescente desse cereal aqui em nosso Estado. Evidentemente, ter mercado externo para o excedente da safra de milho é bastante positivo para a consolidação da cultura como excelente oportunidade de se ter mais uma safra anual – milho safrinha – como opção de rotação de cultivo e aumento de produtividade”, defende.

Com o algodão também se registra aumentos significativos de 43,9% em valor e 41,8% nos embarques físicos do produto. “Nesse ano estamos respondendo por 73,8% das vendas físicas de milho e por praticamente 77% de algodão do país, o que também continua nos credenciando como importante player do agronegócio nacional”.

As exportações da cadeia produtiva de carne nesse ano totalizam US$ 556,51 milhões, registrando queda de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A carne bovina com US$ 448,67 milhões de faturamento vem sustentando a 3ª posição na pauta externa estadual, registrando retração de 9,2% em valor e 8,7% em volume. As vendas de carne de aves nesse ano estão caindo tanto em valor quanto em volume com variação negativa de 21,9% e 13,7% respectivamente e de 9,5% na cotação do produto. Com a carne suína a situação é ainda pior, com quedas de 77,6% em faturamento e 69,4% em volume físico e 26,7% no preço internacional.



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