Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 15017 13/07/2018  










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Taques: ‘Mauro aposentou dois juízes’

Pedro Taques diz que Mauro Mendes já aposentou, por fraude, dois juízes em Mato Grosso

GCOM
Taques: “O ex-prefeito de Cuiabá já conseguiu que dois juízes do trabalho se aposentassem por fraude”
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A campanha eleitoral nem começou, mas a troca de farpas entre os pré-candidatos ao Governo do Estado tem se intensificado nos últimos dias devido as articulações para definição dos quadros eleitorais para a eleição de outubro. As críticas tem sido polarizadas entre o governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (DEM).

Nesta quinta-feira (12), o governador afirmou que as fraudes cometidas pelo seu adversário fez com que dois juízes do trabalho fossem aposentados compulsoriamente.

As declarações do gestor tucano fazem referência aos processos que o democrata responde junto a Justiça do Trabalho por supostas fraudes em leilões judiciais. Para ele, este fato demonstra a forma com que o ex-prefeito costuma lidar com as pessoas.

“O ex-prefeito de Cuiabá já conseguiu que dois juízes do trabalho se aposentassem por fraude a justiça. Isso mostra a forma de agir das pessoas”, alfinetou.

Os magistrados que Taques faz referência são Luiz Aparecido Ferreira Torres e Carla Reita Faria Leal. O primeiro foi aposentado compulsoriamente acusado de fraude processual no ano de 2014. Ele teria favorecido o grupo empresarial de Mendes no leilão da Mineração Salomão, atualmente Mineração Casa de Pedra.

A juíza Carla, por sua vez, foi aposentada um ano depois. Ela teria simulado um empréstimo bancário com o ex-prefeito para aquisição de um apartamento.

Nesta quarta-feira (12), Mauro Mendes foi ouvido na Justiça Federal sobre o leilão da mineradora. O certame foi anulado no último dia 25 de junho pela juíza Eleonora Alves Lacerda, da 5ª Vara da Justiça do Trabalho de Cuiabá.

Taques ainda aproveitou a oportunidade para criticar a postura de seu adversário no que tange a representações judiciais. Na última quarta-feira (11), a justiça suspendeu a prorrogação concedida pelo gestor tucano, referente aos benefícios fiscais do programa Refis.

A decisão liminar atendeu ao pedido do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que alegou abuso de poder político, por parte do governador, em razão de prorrogação de programa de concessão de benefícios fiscais em ano eleitoral.

“Eu confio na justiça de Mato Grosso, não fizemos absolutamente nada de errado, foi dentro do prazo e os advogados estão analisando isso. Agora, o que causa espécie é não quererem que os empresários possam parcelar seus impostos, não quererem que o trabalhador parcelem impostos, por exemplo, do IPVA. Eu não sei o que que isso influencia na campanha, parece que as pessoas só querem defender os mais ricos”, rebateu Taques.

O deputado estadual Zeca Viana, presidente regional do PDT, também impetrou com uma representação contra o governador. Ele acionou o chefe do Executivo Estadual por ter burlado a legislação eleitoral ao “inaugurar” o prédio do Novo Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa (Cidrac) apesar de a obra ainda estar inacabada. A ação ainda está pendente de julgamento.

Já o PR recorreu ao judiciário alegando que o chefe do Executivo Estadual estaria se utilizando eventos oficiais do Governo para se promover politicamente, devido à proximidade do pleito eleitoral. O desembargador Pedro Sakamoto não deu provimento ao processo.

“Isto mostra o desespero do lado de lá, mas eu confio na justiça, confio no poder judiciário do nosso Estado”, finalizou Taques.



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