Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 15014 10/07/2018  










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Neofeminino: livres! E agora?

Tema fascinante e arrebatador, a liberdade desafia pensadores de todos os tempos em busca de uma explicação racional e concreta acerca desta palavra que faz toda a diferença no nosso existir.

Criaturas que somos, nutridas pela liberdade, estamos dispostas a amá-la, cantá-la e, certamente, por ela lutar. A liberdade não é algo pueril, é algo sério e relevante para cada uma de nós, é um sonho nosso, pois nascemos livres.

O que é liberdade?

Na sua origem a palavra liberdade está relacionada com o vocábulo latino libertas, empregado pelos romanos para diferenciar os escravos e prisioneiros dos cidadãos.

Pontua o filósofo Aristóteles que o homem é o princípio e o pai de seus atos e cada um delibera sobre o que crê ter de fazer. A liberdade para filósofo é o princípio para eleger entre opções possíveis, realizando-se como decisão e ato voluntário. Com isso, a pessoa sendo livre, torna-se o agente dos fatos sobre os quais atua, pois todas as suas ações partem da sua reflexão acerca da realidade que o rodeia, da sua vontade e das metas que almeja atingir.

Refere Sartre que a liberdade é o poder que temos de escolher, é uma opção concretizada por nós que reflete os nossos projetos no mundo, ou seja, além de escolher a si mesmo, escolhemos aquilo que causamos, sendo esta a nossa colossal responsabilidade, segundo o autor.

Logo, é determinante perguntar-se o que fazer com a liberdade que o Terceiro Milênio nos brinda, momento único no qual cada mulher pode inventar a sua história, a sua empresa, o seu trabalho e o seu interesse na alegre fantasia de criar a si mesma no mundo.

Não é a natureza que deve ordenar o bem para o indivíduo porque ela já nos fornece tudo aquilo de que necessitamos. Cada uma de nós deve fazer-se providente, prudente e exaltante, exercitando os meios que dispõe.

A liberdade não se espera, se constrói, tendo em mente que ao empinar o papagaio precisamos ter cuidado com os fios elétricos e saber deles desviar-nos sem por isso deixar de andar em frente, soltar as nossas pipas, cantar as nossas canções, realizar os nossos sonhos.

Viver em liberdade é operar o dar-se das próprias aspirações.

Alegria!



* ALICE SCHUCH, doutora em gêneros e raças, escritora, palestrante e pesquisadora do universo feminino

aline@whcomunicacao.com.br



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