Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 15014 10/07/2018  










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Que venha 2022!

Com três vitórias, um empate e uma derrota, o Brasil deu adeus à conquista do hexacampeonato na Rússia. O técnico Tite, em minha opinião, fracassou. Apesar dos 746 dias no comando da seleção, com 26 jogos disputados desde que assumiu, perdeu “apenas” duas, tirou o Brasil das últimas posições nas Eliminatórias e terminou em primeiro lugar. Foi o principal “xarope” para contagiar a equipe da Rede Globo e endeusar o ainda jovem Neymar, 26 anos, como o principal carro-chefe do Brasil na Copa da Rússia.

O otimismo exacerbado da equipe da Rede Globo, principalmente do narrador Galvão Bueno – que deve ser eliminado, ou melhor, aposentado, das futuras Copas do Mundo -, fez com que o torcedor brasileiro acreditasse que o Neymar, sozinho, poderia levar o Brasil à conquista do hexacampeonato. A Copa do Mundo com 32 seleções tem em seu plantel 23 jogadores, que, para mim, são os melhores de seus respectivos país de origem.

Para a Rede Globo, Tite e Neymar eram as unanimidades. Neymar é um craque e já provou isso para o mundo. O mesmo aconteceu com os melhores do mundo por vários anos - Cristiano Ronaldo e Leonel Messi, respectivamente do Real Madri/Portugal e do Barcelona/Argentina, eliminados na primeira fase da Copa da Rússia. “Sozinhos”, jamais conquistarão uma competição como a Copa do Mundo. O futebol é um esporte coletivo, diferentemente de um piloto de Fórmula 1, de um tenista, de um corredor dos 100, 1000 metros ou uma maratona.

Nós, brasileiros, apaixonados por futebol, acreditávamos no Neymar sim e também no Tite, que resgatou a confiança do torcedor brasileiro, quando terminou as Eliminatórias em primeiro lugar. Neymar poderia, sim, se destacar nesta Copa. O jovem atacante passou, três meses antes da Copa, em recuperação de uma lesão no pé direito, que o obrigou a realizar procedimento cirúrgico. O garoto mostrou sua vontade de disputar a Copa e, graças a Deus, se recuperou a tempo. A cobrança em cima dele fez com que ele fosse alvo de piadas nas redes sociais, pois não podia perder um lance e muito menos errar um passe.

Os demais jogadores “pipocaram” diante da Bélgica pelas quartas de final, principalmente o técnico Tite, que, em minha ignorante opinião, se acovardou ao manter Gabriel Jesus, Paulinho, Marcelo e William em campo. Tínhamos outros craques no banco, que poderiam, sim, ser escalado e levar o Brasil às semifinais e à final da Copa. Agora, é esperar pela Copa de 2022 no Qatar...



ADMAR SILVA DE PORTUGAL é repórter

asportugal@diariodecuiaba.com.br



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