Terça feira, 17 de setembro de 2019 Edição nº 15013 07/07/2018  










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POESIA/ MATHEUS GUMÉNIN BARRETO

Da Reportagem

No fresco-gruta

refúgio

concha do não mar fechada à luz despudorada

dois homens maquinam o presente

no corpo um do

outro

agudo o tempo presente

agudo e branco e musgoso e



então calma e nada –



ah --- ir e vir ir e vir da onda do mar

concha dum mar inexistente

por isso mais mar.



dois homens maquinaram o presente

(na baía um d’outro o maquinaram)

e não sabem agora onde pô-lo,

ariscos.



lá fora no céu rumina o boi um presente outro

comum e outro

alheio à maquinação do amor.



|

|***

|

O que o amor

fermentou

o que o amor fermentou em peitos

debaixo da sombra fresca de umas casas

refúgio do boi-sol

– do boi-sol paciente e implacável

como no primeiro dia:



(que houve)



: o que o amor fermentou no peito dos homens

essa espuma mar nenhum já espirrou

mar nenhum

essa espuma que o amor fermentou no peito dos homens



mas envergonhados

mas envergonhados limpam eles a prenda dada

vestem seus panos

como se nada houvera, falam

e pisam nos domínios do sol

onde a sombra que viveram e foram

a deliciosa sombra



é engolida em geometrias de luz.



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