Terça feira, 10 de dezembro de 2019 Edição nº 15007 29/06/2018  










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Casos de gripe dobram e já soma 608 mortes no país

Da Reportagem

Dados de novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apontam que o país já registra 3.558 casos de influenza, com 608 mortes - o equivalente a mais do que o dobro do mesmo período do ano passado.

O documento contabiliza os registros de atendimentos da chamada síndrome aguda respiratória grave até o dia 23 de junho, o último sábado.

Destes, cerca de 60% dos casos foram causados pelo H1N1, vírus de circulação sazonal, mas apontado como de maior chance de causar complicações, especialmente em pessoas de maior risco, como idosos, pessoas com comorbidades e crianças.

Para comparação, no mesmo período de 2017 havia 1.459 casos de influenza, com 237 mortes - o que representa um aumento em 2018 de 143%. Na época, o vírus predominante era H3N2, subtipo que também pode causar casos graves, mas sobretudo em idosos, como informa o infectologista Marcos Boulos.

Já no início deste mês, o país registrava 2.315 casos de influenza, com 274 óbitos.

Dentre as mortes ocorridas neste ano, 74% foram em pacientes com ao menos um fator de risco para desenvolver complicações da doença, como idosos (236 mortes), pessoas com doenças cardiovasculares (143 mortes) e diabetes (109 casos).

Também cresceu o número de mortes de crianças menores de cinco anos. Só até a última semana foram 46 casos, o triplo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Apesar do aumento, o total ainda é menor do que o registrado em 2016, quando houve 12.174 casos de gripe e 2.220 mortes em todo o ano - o maior número registrado desde a pandemia de 2009. Já os registros até junho de 2016, mesmo período atual, somavam 7.441 casos e 1.341 mortes.

Em meio a esse aumento de casos de gripe, a campanha de vacinação contra a doença, iniciada no fim de abril, não conseguiu atingir a meta prevista pelo Ministério da Saúde, mesmo tendo sido prorrogada duas vezes.

A expectativa era vacinar até 90% do público-alvo, formado por gestantes, mulheres que deram à luz recentemente, idosos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores, indígenas e pessoas privadas de liberdade.

Até esta segunda-feira (25), no entanto, apenas 86% deste público já havia sido vacinado, o que indica que 6,8 milhões de pessoas não tomaram a vacina. O grupo com menores índices de vacinação é o de gestantes e crianças, com cobertura vacinal de 73,2% e 73,4% do total, respectivamente.



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