Terça feira, 25 de junho de 2019 Edição nº 15006 28/06/2018  










EDUARDO PÓVOASAnterior | Índice | Próxima

Pavilhão nacional

Como é bom ver nesta época, exclusivamente nesta época, o sentimento de brasilidade do nosso povo. A gente vê nas ruas cidadãos “enrolados” na bandeira nacional, estas com cheiro de naftalina saindo após quatro anos de uma gaveta, e os carros com seus capô tampados por outras novinhas, adquiridas há dias atrás.

Mesmo assim, é bom ver esse sentimento nesta época de Copa do Mundo, o pior seria nunca vê-lo.

Tem gente que até hoje continua a misturar Copa do Mundo com os problemas insolúveis deste país, tais como saúde, educação, segurança, transportes e por aí afora.

Acham que a Copa nunca deveria ser aqui, e que a Seleção brasileira não deveria estar disputando essa competição.

Vejamos, na minha ótica a Copa deveria ser aqui e sempre nossa Seleção deveria estar, como está, no topo da competição, lugar reservado para os melhores times do planeta.

Se roubaram, se dilaceraram os cofres públicos, este problema foi, é e sempre será da justiça e da polícia.

Nenhum cidadão cuiabano, mato-grossense ou brasileiro, deveria ter como punição, a subtração dos benefícios que as obras realizadas nas cidades sedes da Copa viriam para beneficia-lo.

Roubos, desvios e outras coisas mais não são problemas do cidadão comum. Os órgãos de fiscalização e de punição deveriam estar atentos para que isso não acontecesse, portanto, não confundamos roubos com realizações de obras.

Agora voltemos ao espírito de brasilidade do nosso povo.

Como gostaria de ver o cidadão brasileiro enrolado na bandeira nacional quando for a um posto de saúde ou a uma UPA procurar uma Dipirona para atenuar a febre de um filho e não conseguir.

Como gostaria de ver o cidadão brasileiro enrolado na nossa bandeira ao se dirigir a um hospital para solicitar vaga de internação para uma esposa, um pai, ou uma mãe, e não conseguir.

Como adoraria ver um brasileiro no seu carro com as bandeiras presas no seu vidro mas inconformado com o “assalto” promovido pela Receita Federal, ao descontar o absurdo de Imposto de Renda no seu salário, como se salário fosse renda.

E que tal se “enrolar” na bandeira brasileira para pedir a Deus que nosso país tenha um Presidente que não seja considerado quadrilheiro pela Policia Federal?

E por fim, que tal todos nós nos enrolarmos na nossa bandeira e ficarmos na porta do Congresso Nacional impedindo que homens sem caráter, presidiários e ladrões, adentrem às suas dependências para legislar por nós, como se, vergonha na cara tivessem.



* EDUARDO PÓVOAS - pós graduado pela UFRJ

eduardopovoas@outlook.com



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