Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 15006 28/06/2018  










JOANICE DE DEUSAnterior | Índice | Próxima

Saúde não é prioridade

Mais uma vez, a entrega do novo pronto-socorro de Cuiabá foi adiada. A obra está atrasada, o que serve de exemplo de como a saúde pública está longe de ser uma prioridade para as autoridades públicas responsáveis pela construção, além de demonstrar a ausência de ação por parte dos poderes competentes que deveriam fiscalizar a aplicação dos recursos, o andamento e cronograma da execução dos serviços desta e de outras novas unidades.

No Estado, especialmente na capital, há várias obras na área da saúde que já deveriam estar prontas e sendo utilizadas pela população mato-grossense. Só para listar algumas delas, temos a construção do novo Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) que está parada e não há previsão de retomada.

Também tem o novo Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa, que está sendo construído onde há décadas deveria funcionar o Hospital Central e que estava previsto para ser entregue neste primeiro semestre. Nesse mesmo período, outra obra muito aguardada pela população e pelos próprios servidores da Saúde é a unidade de pronto de atendimento (UPA) do Verdão. Mas em ambos casos, até agora nada.

De fato, os problemas na saúde pública no Estado não se resumem apenas às obras atrasadas ou de infraestrutura. A situação se agrava com a constante a falta de medicamentos e de materiais para trabalho, déficit de profissionais, das filas intermináveis e da dificuldade de realização de exames, consultas e cirurgias, entre outros.

Faltam leitos, especialmente, neonatais. Não raro, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisam de atendimento de urgência ou emergência são encaminhados para o atual pronto-socorro, onde colocados em macas inadequadas, cadeiras inapropriadas ou nos corredores do hospital, o principal do Estado.

Essas e outras situações só reforçam que os problemas de acesso, entra e sai governo, permanecem recorrentes, penalizando os usuários e, particularmente, as camadas mais vulneráveis da população mato-grossense, que pena numa rede pública em que por décadas a norma não tem sido a eficiência.

Ninguém quer ou deseja que obras sejam feitas na correria e sem qualidade. Mas, que o setor seja tratado realmente com seriedade e a prioridade que a população mato-grossense precisa e merece, sem que sejam dados prazos para entrega de unidades apenas com fins eleitoreiros ou políticos. Que exista o mínimo de planejamento para adquirir e não deixar faltar remédios e insumos aos pacientes.

E, se de um lado falta dinheiro para a saúde também falta direcionamento dos recursos, ou seja, a gestão deixa a desejar. Em Cuiabá, a própria administração municipal admite, por exemplo, que não tem controle sobre medicamentos e insumos hospitalares, o que comprova que falta mais eficiência ao sistema do que verbas. Por tudo isso, o artigo 196 da Constituição Federal, que assegura o direito universal à saúde, é a mais pura ficção.



JOANICE DE DEUS é repórter

joanice@diariodecuiaba.com.br



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