Segunda feira, 24 de junho de 2019 Edição nº 15006 28/06/2018  










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Júri inocenta comerciante pelo assassinato de PM

Da Reportagem

O comerciante Carlos Alberto de Oliveira Júnior, de 32 anos, que enfrentou júri popular pela morte do policial militar (PM) Élcio Ramos, de 29 anos, foi inocentado pelos jurados, na madrugada de quarta-feira (27). O crime ocorreu em agosto de 2016, no Bairro CPA III, em Cuiabá. Na ocasião, o irmão de Carlos Alberto, André Luiz Alves de Oliveira, assassinou o PM e, em seguida, foi morto.

O julgamento durou 16 horas e terminou com o acusado sendo absolvido pelo crime de homicídio, mas condenado pelo crime de porte de arma de fogo. O júri estabeleceu pena de um ano e seis meses de detenção em regime aberto. Também foi concedido o apelo em liberdade. Assim, o sentenciado, que era monitorado por tornozeleira eletrônica, terá o aparelho retirado por determinação da Justiça.

Na ocasião do crime, o soldado Elcio Ramos participava da investigação de um esquema de venda ilegal de armas de fogo via mídias sociais na internet. Ramos estava com outro policial militar dentro de um Citroen C4, em buscas de reconhecimento e monitoramento, quando foi alvo dos disparos.

Ele tentou reagir, assim como seu companheiro, à investida dos suspeitos, que ao perceberem a presença dos PMs, dispararam instantaneamente. Logo, um aparato considerável da PM e da Polícia Civil, incluindo o helicóptero, foi utilizado nas buscas pelos suspeitos. O tiro que matou o soldado o atingiu na cabeça.

Apesar de não ter sido o autor dos disparos que mataram o policial, o Ministério Público do Estado (MPE) aponta, na denúncia feita à Justiça, que o comerciante seria o responsável por imobilizar o outro militar, facilitando para que o seu irmão atirasse contra a vítima.

Em rondas pelo bairro, uma equipe do 3° Batalhão encontrou a arma do policial na residência de Renan Alves de Oliveira, 24 anos, que também foi detido e encaminhado a delegacia para prestar esclarecimentos. Em entrevista a imprensa, o pai dos dois irmãos, Carlos Alberto de Oliveira disse que os seus filhos foram extorquidos pelo PM. Já a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) afirmou que a versão era mentirosa e que a dupla estava sendo investigada por estar vendendo armas pela internet.

O comerciante foi preso, na época do crime, e ganhou a liberdade provisória em dezembro de 2017, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Em fevereiro de 2017, a juíza Maria Aparecida Ferreira Fago acatou denúncia do MPE contra o major da PM, Waldir Félix de Oliveira Paixão Júnior pela morte de André Luiz. Ele foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. O PM Ramos era lotado no serviço de inteligência do 24º Batalhão e fazia parte da corporação desde 2011.



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