Quinta feira, 12 de dezembro de 2019 Edição nº 15005 27/06/2018  










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Antônio Joaquim chama Silval de ‘gangster’

Conselheiro afastado do TCE diz viver um ‘calvário’ após delação do ex-governador Silval Barbosa

RDNEWS
Antônio Joaquim: ‘a palavra do delator não tem valor algum se não houver provas’
Da Reportagem

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim quebrou o silêncio e diz estar vivendo um verdadeiro “calvário” desde setembro do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Malebolge. Ele afirma que sua vida está tumultuada devido a delação do ex-governador Silval Barbosa, a qual ele afirma que foi pautada apenas em declarações e não em provas materiais.

“Eu vivo um calvário desde setembro do ano passado, em cima só da palavra de um ladrão confesso, um bandido confesso, um gangster”, relatou o conselheiro durante entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira (26).

Diante disso, ele questiona a aplicabilidade da lei da delação premiada. “Me preocupa muito essas circunstâncias que estamos vivendo em relação a lei da delação premiada. A lei tem propiciado resolutividade de muitos problemas de corrupção, mas por outro lado, tem sido extremamente injusta com algumas pessoas. Não a lei em si, porque ela é clara ao dizer que a palavra do delator não tem valor algum se não houver provas”, pontua.

Antônio Joaquim e mais quatro conselheiros da Corte de Contas de Mato Grosso foram afastados do cargo em setembro do ano passado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são acusados terem se beneficiado de um esquema de corrupção orquestrado durante a gestão de Silval Barbosa no Palácio Paiaguás.

De acordo com Silval Barbosa, os conselheiros exigiram propina para não prejudicarem o andamento das obras da Copa do Mundo, no estado. Ele disse ter pago R$ 53 milhões.

“Não há um fiapo de prova. O procurador da República acreditou no ladrão, no cínico, no gangster”, disse o conselheiro fazendo referência ao procurador-geral da república Rodrigo Janout, autor do pedido que culminou no seu afastamento do Tribunal de Contas.

Joaquim ainda frisa que isso prejudicou o seu processo de aposentadoria, o impedindo de disputar a eleição em outubro deste ano. O conselheiro pretendia ser candidato a governador.

“Só através da palavra do Silval, eu fui julgado. Nem denúncia até hoje eu tenho. Não sou réu em nada. Estou num processo de investigação, quase nove meses afastado. Fui penalizado duas vezes, porque me tiraram o direito líquido e certo de me aposentar. E, então, cassaram meus direitos políticos também, não pude aposentar, não pude filiar, não pude ser candidato”, afirmou.



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