Sexta feira, 26 de abril de 2019 Edição nº 15005 27/06/2018  










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Sinal promissor

A particularidade de, em Mato Grosso, o número de empresas que vêm recorrendo aos tribunais para tentar reequilibrar suas finanças ter diminuído, enquanto aumenta no Brasil, é um fato promissor para o Estado. Ainda mais que, outra vez, os sinais de alento vêm da agropecuária. Historicamente, o agronegócio tem contribuído para atenuar o impacto de crises de âmbito nacional no Estado, pois seus resultados positivos costumam se irradiar para o ambiente de negócios de maneira geral. E essa é mais uma razão para que o setor primário receba sempre o máximo de atenção por parte de políticas públicas.

No caso específico das recuperações judiciais – por meio das quais empresas em dificuldades financeiras buscam fôlego para tentar escapar à falência, mantendo a produção e os empregos –, o Estado tem razões específicas para a redução. Uma delas é que empresas de maior porte já dão sinais de reativação, mesmo num cenário desolador em que a estimativa inicial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano no país já caiu pela metade. Ainda assim, a queda de 21% no número de pedidos de recuperação judicial no Estado, de janeiro a maio de 2018, em comparação com igual período do ano passado, contrasta com a alta de 13,9% em âmbito nacional.

Por isso, seria importante que, mesmo num ano complicado como o de 2018, o Congresso ainda conseguisse examinar e aprovar mudanças para facilitar o cumprimento da lei que trata de falências e recuperações judiciais, que é de 2005. Alterações adequadas poderiam permitir maior agilidade nos processos, evitando que as empresas fiquem com suas atividades paralisadas por muito tempo. Instituições privadas com planos de recuperação travados acabam provocando ainda mais problemas sociais, principalmente na área do emprego.

Os pré-candidatos presidenciais poderiam contribuir para reduzir ainda mais o número de pedidos de recuperação judicial se fossem mais claros em seus planos para a recuperação econômica. Até agora, a sociedade só tem ouvido evasivas nessa área, o que contribui para gerar ainda mais incertezas.

Mesmo desacreditado e com pouca margem política para ação devido a denúncias de irregularidades, o atual governo também dispõe de medidas ao seu alcance. Uma saída seria apostar nas reformas e se esforçar para que vantagens como a de o país contar hoje com a menor taxa Selic já registrada pelo Banco Central possam beneficiar, de fato, quem precisa se socorrer dos bancos.



Os pré-candidatos presidenciais poderiam contribuir para reduzir ainda mais o número de pedidos de recuperação judicial se fossem mais claros em seus planos para a recuperação econômica



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