Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 15005 27/06/2018  










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Após 19 anos, MT registra dois casos de sarampo

Da Reportagem

O registro de dois casos de sarampo em Guarantã do Norte (745 quilômetros de Cuiabá, no extremo norte de Mato Grosso) colocou Mato Grosso está em situação de alerta. Desde 1999, o Estado não registrava casos da doença. Agora, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) investiga os casos para saber se os pacientes contraíram o vírus no próprio território mato-grossense ou em estados vizinhos, como Amazonas e Roraima que já registraram centenas de casos de sarampo.

As notificações envolvem uma mulher de 30 anos e um homem de 31 anos. Coordenadora da Vigilância Epidemiológica Estadual, Alessandra Moraes, informou que foi solicitado o bloqueio vacinal no município e alerta para que se intensifique a vacinação da tríplice viral, que protege contra a doença, além da caxumba e rubéola.

O mesmo alerta foi enviado para os 16 escritórios regionais de saúde (ERS) do Estado. “O município já começou o bloqueio e a orientação é para que os moradores que não estão com o cartão de vacina atualizado procurem a unidade de saúde mais próxima”, aconselhou a coordenadora. Todo caso de sarampo deve ter o tratamento adequado com isolamento domiciliar e ou hospitalar em casos com complicações até o final do período de transmissibilidade.

O órgão estadual informou ainda que as ocorrências de sarampo serão comunicadas à Secretaria de Estado de Turismo para que emita alertas aos viajantes e programando uma web aula sobre “vigilância, imunização e laboratório” para os profissionais da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Alertamos aos viajantes, turistas, estudantes, migrantes, quando há intensificação de viagens internacionais para os países e mesmo em deslocamento nacional para os estados com surtos quanto a esta situação, com maior risco de exposição”, diz o documento emitido na tarde da última segunda-feira (25).

A Vigilância Epidemiológica Estadual reforça ainda que o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, podendo evoluir com complicações graves e óbitos. A doença é transmitida por meio das secreções expelidas pelo doente ao falar, tossir e espirrar. A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

A região das Américas depois de um processo de verificação de uma série de documentos com embasamentos epidemiológicos em abril de 2015 recebeu a Certificação de Eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e em setembro de 2016 houve a Certificação da Eliminação do Sarampo.

No entanto, em outras regiões como a África, Ásia, Europa, é crescente o número de casos de sarampo que estão sendo registrados em diferentes países que ainda não conseguiram a eliminação, e que representam risco constante para importação da doença para países onde a eliminação do sarampo foi estabelecida.

ORIENTAÇÃO - De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), para prevenção, recomenda-se que os viajantes tenham suas vacinas atualizadas antes de viajar (preferencialmente com antecedência de 15 dias).

A vacina tríplice viral é recomendada inclusive para crianças de seis meses a um ano. A dose administrada nesta faixa etária, menor de 1 ano, não será considerada válida para o Calendário Nacional e Estadual de vacinação, devendo ser agendada a administração de dose da tríplice viral (SRC) para os 12 meses e da tetraviral (SRCV - sarampo, rubéola, caxumba e varicela) para os 15 meses de vida.

Por meio da assessoria de imprensa, a Ses reforçou que são consideradas vacinadas pessoas com até 29 anos de idade que receberam duas doses completas. Já com 30 anos ou mais, uma dose considera-se completamente vacinado. Toda dose informada deve ser comprovada através dos registros no cartão de vacinação ou cartão espelho. A vacina tríplice viral-SRC não é recomendada para as crianças menores de seis meses, gestantes e indivíduos que apresentem contraindicações médicas.

Também é importante reforçar a vacinação de profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes, imigrantes, bem como os profissionais de saúde.



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