Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 15005 27/06/2018  










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Analistas observam mercado atípico

Movimentação paralisada deixa soja e milho sem precificação em MT por mais uma semana; cotação da soja na CME vai a de 2015; e prêmios estão em alta nos portos

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Soja, queda do preço no mercado internacional
MARIANNA PERES
Da Reportagem

Mais do que um momento de incertezas, o mercado da soja vive períodos ímpares em junho, dúvidas que pela dimensão da produção de Mato Grosso adiam as tomadas de decisões e vão colocando em xeque a rentabilidade do produtor mato-grossense. Ao mesmo tempo em que as negociações seguem travadas por mais uma semana seguida - em razão do tabelamento do frete -, o preço internacional do grão atinge baixa só vista em 2015, os prêmios pagos nos portos se elevam e o dólar segue apresentando momentos convidativos às vendas.

O resumo desse momento distinto da soja mato-grossense vem pautando estudos e análises, especialmente, por parte dos analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Como definem, nessas últimas semanas o mercado estadual está atípico. “Além dos agentes estarem afastados do mercado, os principais indicadores que compõem o preço da soja se encontram em momentos divergentes. O contrato corrente da CME – Bolsa de Chicago - transita em baixa. Na última quinta-feira, por exemplo, alcançou US$ 8,81/bushel. A última vez em que esteve nesse nível foi no terceiro trimestre de 2015”. O bushel é um padrão de medida norte-americano – que baliza as vendas de commodities como soja e milho e equivale a pouco mais de 27 quilos do padrão brasileiro.

Os analistas, por meio Boletim da Soja, divulgado na última segunda-feira, explicam que essa desvalorização do bushel reflete a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. “Se há queda na cotação internacional, por outro lado, o prêmio corrente pago nos portos brasileiros vem se recuperando, e se encontra em valorização, o que pode ampliar os ganhos aos produtores. Fora isso, há o dólar - que caminha de maneira volátil – mas tem favorecido as commodities. Essa movimentação é interna e decorre das expectativas e incertezas que pairam, como as próximas eleições e a condução da política brasileira”.

Não bastasse tudo isso, Mato Grosso vem sendo bastante afetado pelo travamento das vendas em razão do imbróglio do transporte rodoviário. “Esse é o maior entrave do momento, pois travou o mercado de soja e do milho no Estado, ameaça estocagem do cereal a partir de agora, quando o calendário estadual aponta para a intensificação da colheita”.

Esse período de várias frentes de incertezas pode ser mensurado por meio de outra análise apresentada pelo Imea: “Alguns produtores têm desacelerado a colheita do milho no Estado”, para adiar um possível colapso no armazenamento, já que o período conta com soja ainda estocada e com o milho chegando das lavouras.

De 18 a 22 desse mês, última atualização da colheita feita pelo Imea, a colheita de milho em Mato Grosso para a safra 2017/18 avançou 6,34 pontos percentuais (p.p.) e com isso já alcança 12,57% do total da área estimada, em 4,56 milhões de hectares.

“Devido ao travamento dos trâmites logísticos da soja no Estado, gerado pelas indecisões que ainda pairam quanto à tabela do preço mínimo do frete rodoviário, há relatos de preocupações quanto ao armazenamento do cereal nas próximas semanas, período em que a colheita ganha força no Estado. Com o desaceleramento do ritmo da colheita, há um atraso de 7,12 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, os trabalhos continuam em linha quando comparados aos da média dos últimos cinco anos. Sendo assim, este é um fator de atenção {a colheita} a ser acompanhado nas próximas semanas”, completam os analistas.

As regiões que apresentam maior avanço no Estado são a médio norte, a oeste e a noroeste, com 20,18%, 11,75% e 10,18%, da área prevista, respectivamente.



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