Sábado, 16 de fevereiro de 2019 Edição nº 15004 26/06/2018  










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Daniel celebra 20 anos de carreira

Daniel analisa as duas décadas de sua carreira cantando sozinho, o que acontece desde a morte de João Paulo, em 1997

LEANDRO VIEIRA
Da Folhapress – São Paulo

"O tempo voa. Nem senti direito todos estes anos passarem." Assim o cantor Daniel analisa as duas décadas de sua carreira cantando sozinho, o que acontece desde a morte de João Paulo, em setembro de 1997, em um acidente de carro.

Até o fim daquele ano, o sertanejo deu sequência aos trabalhos que faria com o parceiro para, no ano seguinte, iniciar a carreira solo e gravar seu primeiro disco. Daniel conta que nunca pensou em formar dupla com outro cantor. "Claro que a morte do João Paulo me abalou muito. No entanto, o amor pela música sertaneja e a ajuda que tive de pessoas próximas e do público me ajudaram a me reerguer."

Em agosto de 1998, Daniel lançou o primeiro álbum solo. O disco, que levava apenas o seu nome, emplacou os sucessos "Adoro Amar Você" e "Pra Falar a Verdade". A esse disco se somaram mais 18, entre trabalhos ao vivo e em estúdio. E muitas canções entraram nas listas de mais tocadas, como "Te Amo Cada Vez Mais", "Quando a Saudade Dói" e "A Jiripoca Vai Piar".

A resposta positiva do público, aliás, sempre esteve presente na carreira de Daniel -que em setembro chega aos 50 anos. "Mesmo com a situação atual do mercado, em que sucessos vão e vêm com velocidade absurda, acredito que tenha conseguido me estabilizar por manter o foco no meu som, não em ficar conhecido."

Daniel segue na ativa e com planos de lançar um documentário, que já foi filmado. Ele também tem o objetivo de fazer um show apenas com músicas de Roberto Carlos.

No fim do mês, o sertanejo ainda vai reunir os seus maiores sucessos em uma apresentação em Guarulhos, na Grande São Paulo.

JOÃO PAULO - mbora tenha uma carreira solo estabelecida, é inevitável para o cantor Daniel falar do parceiro João Paulo (1960-1997), com quem começou a carreira, em 1980.

Nascidos na mesma cidade, Brotas (a 246 km da capital), e amigos de infância, eles tiveram uma trajetória vitoriosa na música sertaneja, que gerou oito discos e emplacou sucessos como "Estou Apaixonado", "Eu me Amarrei" "Te Amo Cada Vez Mais" e "Só Dá Você na Minha Vida", que não saíam da programação das emissoras de rádio na década de 1990.

Tudo terminou no dia 12 de setembro de 1997. João Paulo estava viajando para Brotas quando sofreu um acidente fatal na cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

"Quando soube da notícia, a primeira ideia que passou pela minha cabeça foi a de que a minha carreira tinha terminado. Foi um baque, porque eu não estava perdendo apenas o meu companheiro de trabalho, ele era praticamente um irmão", explica Daniel.

Cerca de um mês e meio após a morte do amigo, Daniel se viu sozinho, no palco do Olympia, antiga casa de shows da capital paulista, para realizar um show que deveria ser feito pela dupla. O local, que ficava na Lapa (zona oeste de São Paulo) e que hoje não existe mais, testemunhou um momento duro para o sertanejo. "Fizemos algumas mudanças de última hora, mas mesmo assim foi muito difícil. Até hoje me pergunto como tive forças para terminar aquela apresentação."

Ele ainda fez mais alguns shows sozinho até o começo de 1998, ano em que, de fato, estruturou sua carreira solo. "Não tivemos muito tempo para planejar. Foi tudo repentino, e as coisas foram acontecendo em sequência", destaca o cantor.

O sertanejo lembra que uma série de nomes foram sugeridos para substituir João Paulo, incluindo o do cantor Leonardo, que, em junho de 1998, havia perdido o irmão e parceiro de dupla, Leandro. "Eu e as pessoas próximas a mim entendemos que o melhor era seguir sozinho, mesmo."

Mesmo com o apoio total do público e de sua equipe e com a boa recepção de seu primeiro disco solo, lançado em agosto, Daniel ainda passou por momentos de dificuldade. "Eu me questionei diversas vezes sobre o que estava acontecendo na minha vida. Tive uma série de incertezas e inseguranças do que aconteceria comigo dali para a frente. Mas o meu amor pela música acabou falando mais alto", recorda Daniel.

DOCUMENTÁRIO - O cantor Daniel já apareceu em filmes, como "O Menino da Porteira" (2009). Participou também da novela "Paraíso" (Globo, 2009). Neste ano, o sertanejo deve voltar aos cinemas, mas em um papel diferente: o dele mesmo.

Com duração de uma hora e dez minutos, o documentário "Daniel, 30 Anos de Estrada" já foi finalizado e espera uma data para ser lançado. "Buscamos, no filme, contar o essencial. Mas, ao mesmo tempo, é uma história bastante emocional. Quisemos retratar um pouco de todas as fases da vida dele", explica o cineasta Jeremias Moreira, que também dirigiu "O Menino da Porteira".

Moreira diz que uma das estrelas do filme é o pai de Daniel, José Camilo. "Ele foi uma figura importantíssima na formação musical do Daniel. Por isso é sempre citado em suas entrevistas", revela.

O documentário mostra imagens de Daniel no começo da dupla com João Paulo (1960-1997). "Contamos como foi a evolução deles. Tem cenas desde os primeiros shows, ainda com produção amadora, até as apresentações em grandes arenas e casas de shows", explica Moreira.

O parceiro de Daniel, inclusive, ganha uma homenagem do amigo já na abertura. Durante um show, ele se vira para a câmera e fala sobre a morte de João Paulo.

ROBERTO CARLOS - O cantor Daniel chega aos 20 anos de trajetória solo cheio de planos. Além do documentário que conta os principais momentos de sua vida, ele quer homenagear uma de suas maiores influências: Roberto Carlos. "Quero montar um espetáculo com algumas composições dele. Sempre incluí canções do Rei no meu repertório, mas, agora, a ideia é que o show tenha apenas músicas dele", explica o cantor.

Daniel diz que espera apenas uma pausa nas atividades atuais para montar a apresentação. O repertório terá as músicas mais conhecidas de Roberto Carlos, entre elas "Emoções" e "Detalhes".

O sertanejo já teve o privilégio, inclusive, de dividir os vocais com o Rei em seu especial de fim de ano da Globo, em 2009. Eles cantaram "Quando Eu Quero Falar com Deus".

"Eu, antes, o via cantar na televisão. Até que chegou o dia em que me apresentei com ele. É uma sensação louca e de grande satisfação." Daniel afirma que essa relação com o Rei o motivou a se aproximar dos cantores que já disseram ser seus fãs. "Tenho amizade com a maioria deles, como a dupla Marcos & Belutti."



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