Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 15004 26/06/2018  










VACINAÇÃO AFTOSAAnterior | Índice | Próxima

MT busca reconhecimento internacional até 2023

Da Reportagem

Mato Grosso tem duas metas importantes para serem cumpridas dentro da bovinocultura brasileira, a primeira é a de tirar a vacinação contra febre aftosa em maio de 2021 e a outra é obter o reconhecimento internacional de área livre sem vacinação até 2023. As diretrizes que vão conduzir as ações foram alinhadas na semana passada, durante 1ª Reunião do Bloco V, que reuniu agentes dos estados que integram o Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá (MT), as reuniões trouxeram representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos serviços veterinários estaduais, classe política, setor produtivo e industrial, sindicatos e conselhos de classe de todos os estados do Bloco V para o debate e planejamento. Em todos esses locais a última vacinação está prevista para maio de 2021.

Foram realizados ainda debates acerca do Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), que contém 102 ações a serem executadas no período de 10 anos, envolvendo a participação dos setores privado e público, o aperfeiçoamento das capacidades do Serviço Veterinário Oficial (SVO), regionalização das ações, sustentação financeira, adequação e fortalecimento do sistema de vigilância, agilidade e precisão no diagnóstico, cooperação internacional e educação em saúde animal.

Na avaliação da presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea/MT), Daniella Bueno, o encontro proporcionou aos estados integrantes do Bloco V, conhecer o trabalho que cada um tem desenvolvido. “A defesa agropecuária é única no país, mas existem particularidades em cada estado, principalmente nos estados do nosso bloco, em que todos têm fronteiras internacionais, e conseguimos identificar quão diferente é a fiscalização nessas fronteiras”. Em outubro, todos os estados deverão participar de um encontro nacional, que será para tratar apenas sobre a vigilância agropecuária nas áreas de fronteira.

Daniela reforçou que “temos muito a investir, e a iniciativa privada tem sido parceira do Indea. Contamos com os fundos para a execução das nossas atividades. Mato Grosso não está vulnerável, e vamos fortalecer cada vez mais a nossa vigilância”.

Para o diretor do Departamento de Saúde Animal (DAS/Mapa), Guilherme Marques, “fica evidente que é possível sim, avançarmos na mudança de status sanitário.



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