Quarta feira, 20 de fevereiro de 2019 Edição nº 15004 26/06/2018  










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Com Saúde falha Cuiabá cria pacto

Emanuel Pinheiro admite que problemas afetam controle de medicamentos há décadas, aponta solução e marca data para inaugurar PSM

DINALTE MIRANDA/DC
Prefeito Emanuel Pinheiro ao anunciar ontem o “Pacto pela Saúde”
EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Cuiabá não tem controle sobre medicamentos e insumos hospitalares nas suas 85 unidades municipais de Saúde. Essa situação foi revelada ontem, numa coletiva, pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que para combatê-la criou um plano de monitoramento do estoque farmacêutico e dos equipamentos e ferramentas utilizados na rede pública. O prefeito também anunciou o dia para a inauguração do pronto-socorro municipal (PSM) iniciado em 2015: será em 8 de abril de 2019, data do tricentenário da cidade.

O plano para controlar os medicamentos faz parte do “Pacto pela Saúde”, criado por Emanuel, que admite desabastecimento de remédios nos estoque da prefeitura por uma série de fatores que incluem furto, falta de planejamento, excesso de um item e ausência de outro, “numa situação que se arrasta há décadas”, observou. Para estancar o problema a prefeitura informatizará o setor que compra e estoque, para sairmos, do “compra, compra, compra; falta, falta, falta”, citou o prefeito.

A informatização será o pulmão do estoque e do atendimento à demanda. A prefeitura catalogou 562 itens de medicamentos e para abastecer o centro de distribuição investirá até R$ 130 milhões anuais para tanto. O prefeito admite que o orçamento não tenha recursos suficientes, mas pondera que poderá suplementá-lo e que as compras serão quadrimestrais, para aliviar o caixa. Porém, dessa relação, nem todos serão adquiridos na compra do primeiro lote, pois o pregão eletrônico para tanto somente conseguiu atrair interesse da indústria para 319 itens, num montante de R$ 71 milhões. Para o restante será feito novo pregão. Emanuel acredita que o desembolso para abastecer o estoque gire em torno de R$ 13 milhões a cada quatro meses.

O Pacto prevê a compra de 450 insumos hospitalares, sendo 200 itens de imediato. Falar em montante seria exercício de futurologia, pois há grande diferença de preços entre itens, que ainda não foram catalogados.

O segundo passo no Pacto é a informação, que na verdade será uma central de estoque e distribuição informatizada. Para melhorar a segurança, todas as farmácias do município terão câmeras de vídeo e reforço de vigilância para a correta destinação dos medicamentos.



PSM – Emanuel prevê que a obra do PSM seja entregue em dezembro. A inauguração está definida para abril por duas razões: para que haja tempo de equipá-lo e pelo aniversário de Cuiabá.

O projeto do PSM previa que o governo estadual bancasse 65% e o município 35% do custo global de R$ 77 milhões. Esse montante não seria suficiente, segundo Emanuel, por aumento do material de construção, o que leva a prefeitura a desembolsar mais R$ 14 milhões em aditivos. O custo final será de R$ 91 milhões, sem incluir equipamentos hospitalares, informática e mobiliário.

Os três itens não incluídos à obra física do PSM receberam em abril deste ano uma emenda de R$ 82 milhões da bancada federal, mas o governo precisou lançar mão desse recurso. Em razão da legislação por ser ano de eleição, o governador Pedro Taques e Emanuel correm contra o relógio para assinarem até o próximo dia 5 um convênio que permita ao Estado transferir esse montante à prefeitura. Para que esse recurso atendesse à necessidade o prefeito optou por terceirizar os serviços de lavanderia, raio-X, laboratórios e outros, do PSM.

Emanuel reconhece que o governo enfrenta problema de caixa, pela crise nacional que não exclui Mato Grosso e admite que o desembolso poderá será parcelado, mas de modo a atender a necessidade do PSM e sem prejuízo para sua data de inauguração.



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