Sábado, 21 de julho de 2018 Edição nº 15000 20/06/2018  










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Eleitorado pessimista

Da Reportagem

O eleitor tem se mostrado cauteloso sobre quem poderá ser eleito presidente da República, mesmo faltando pouco mais de três meses para o pleito eleitoral. Segundo a pesquisa Ibope, 44% do eleitorado afirma estar pessimista em relação às eleições de 2018. Talvez estejam mais preocupados com a situação cotidiana de suas famílias, que têm enfrentado anos de desemprego e a falta do que é garantido pelo art. 6ª da Constituição Federal, onde estão estabelecidos os direitos sociais a educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, segurança, infância e assistência aos desamparados. Mesmo os cientistas sociais e políticos não se arriscam em delinear o clima político sobre quem poderá ocupar o poder e o cargo mais elevado do Brasil, em uma época politicamente conturbada e polêmica, imersa nas demandas sociais não atendidas e que se acumulam em meio ao caos da corrupção.

Os possíveis candidatos dizem pouco a que vieram, não sentimos o impacto de um discurso capaz de transformar o momento. Candidatos e eleitores estão se adequando mecanicamente para o dia da eleição, estagnados pela base de um sistema democrático, que busca no voto um sentido pleno de existência. Na contemporaneidade, as redes de comunicação e informação revelam a fragilidade da democracia e sua dificuldade para fixar um sentido, por uma identidade mais ampla capaz de se constituir em uma política eficaz e que provoque a transformação do Estado e da vida das pessoas.

Afinal, o que inspira os candidatos a pensarem num Brasil contemporâneo? Enquanto essa resposta não vem, ou é expressa por algo indefinido chamado "mudança", nos mantemos em um Estado com poucos direitos, empoderado por políticas imediatistas e clientelistas. Mediante a falta de credibilidade dos políticos e da política, resta aos eleitores um sistema com uma lista de nomes como opção, para reiniciar mais uma vez um infinito percurso em busca de soluções para as reais demandas e anseios do povo. O poder é essencial para nossa sociedade, mas cabe a nós tomar a decisão.



Os possíveis candidatos dizem pouco a que vieram, não sentimos o

impacto de um discurso capaz de transformar o momento



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