Sexta feira, 16 de novembro de 2018 Edição nº 14998 16/06/2018  










ATROPELAMENTO DO VERDUREIROAnterior | Índice | Próxima

Perícia busca determinar velocidade

Da Reportagem

A Perícia Oficial e Identificação Médica (Politec) voltou, na madrugada de ontem, a realizar uma perícia na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, para levantar com exatidão qual era a velocidade em que estava o Jeep dirigido pela médica Letícia Bortolini, suspeita de ter atropelado e causado a morte do verdureiro Francisco Lúcio Maio, 48 anos, no dia 14 de abril passado.

No local, foram realizadas análises de áudio e vídeo com uma nova metodologia para cálculo da velocidade. Os trabalhos ocorreram entre 1 hora e 4 horas da madrugada e foram acompanhados por representantes da Ordem dos Advogados Brasil seccional Mato Grosso (OAB/MT) e familiares. Bortolini fugiu do local sem prestar socorro à vítima. Ela estava acompanhada do marido, o também médico Aritony de Alencar.

O objetivo da perícia foi descobrir a distância percorrida, mostrar a velocidade, a trajetória de um ponto a outro e o posicionamento do veículo. “O primeiro laudo acabou apresentando uma fração da velocidade e não a velocidade integral, inclusive, no laudo estava escrito que era uma fração. Então, com esse laudo da Gerência de Áudio e Vídeo a gente vai chegar a velocidade bem precisa a qual passou o veículo pela via”, disse o diretor metropolitano de Criminalística, Luiz Carlos Shibassaki Figueiredo.

A medicação foi solicitada pela Delegacia de Trânsito (Deletran). “Hoje, a linha de investigação está pendente apenas da conclusão da velocidade. É importante ressaltar que essa perícia de áudio e vídeo pode revelar outras informações relevantes para a investigação, como por exemplo, a pessoa que estava na posição do condutor do veículo na hora acidente”, disse o delegado Christian Cabral. Um dos objetivos também é dar um ponto final na polêmica dos 30 quilômetros por hora (Km/h).

Isso porque um primeiro laudo da Politec apontava que o verdureiro estava embriagado e que a velocidade de impacto do veículo seria de 30 km/h. O resultado foi questionado pelo delegado. Por meio de nota, a Politec se manifestou dizendo que não foi possível determinar a velocidade exata do veículo e que a velocidade apontada seria a velocidade mínima de danos no momento da colisão.

Nisso, uma nova análise foi solicitada por Cabral e foi realizada pela empresa Forense Lab, que apontou que o veículo trafegava em velocidade acima de 95 km/h. Em seguida, o Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco) acusou a Forense Lab de ter plagiado um laudo de 2014, de um caso ocorrido em Sapezal e utilizado seus dados neste laudo do caso do verdureiro. A categoria afirmou que faria uma representação contra a empresa ao Ministério Público Estadual (MPE).

A acusação foi rebatida por representantes da empresa e o delegado Christian Cabral ainda registrou um boletim de ocorrências contra a diretoria do Sindpeco por calúnia e difamação. Anteontem, a empresa emitiu, por conta própria, um relatório complementar, georreferenciado por GPS, que revela que o carro estava a 118 km/h.

Agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) também estiveram presentes. Eles utilizaram três viaturas, cones e fitas zebradas para o isolamento da via. Com isso, os motoristas, que passavam pelo local no horário, tiveram que desviar pela Rua Barão de Melgaço.



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