Quarta feira, 16 de janeiro de 2019 Edição nº 14995 13/06/2018  










DESMATAMENTO ILEGALAnterior | Índice | Próxima

Fazendas são multadas em R$ 13,7 mi

Da Reportagem

Quatro fazendas localizadas na região norte de Mato Grosso foram multadas em R$ 13,7 milhões por desmatamento ilegal. A detecção da derrubada de floresta nativa abrangendo uma área de 2,6 mil hectares foi confirmada por meio da metodologia criada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em parceria com a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa).

A Amazônia é uma região sujeita a regime especial de proteção. Além disso, os imóveis rurais devem manter no mínimo 80% da cobertura florestal nativa. “A infração foi confirmada durante inspeção realizada por agentes do Ibama e por técnicos da Jaxa com drones para validar dados gerados por satélite”, informou o órgão federal.

Em uma das propriedades, localizada entre os municípios de Itaúba e Cláudia, ambos localizados na região norte do Estado, os 785 hectares desmatados estavam localizados em Reserva Legal, definida pela Lei n° 12.561/2012 como área de propriedade ou posse rural com a função de assegurar o uso econômico dos recursos naturais, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade.

“Desenvolvida com apoio das agências de cooperação internacional brasileira (ABC) e japonesa (Jica), a metodologia que permitiu detectar o corte raso em Mato Grosso usa satélite com sensores de radar capazes de identificar alterações de cobertura vegetal através de nuvens. Esse conhecimento é usado pela Jaxa para monitorar florestas tropicais em 77 países com o satélite ALOS-2. Dados obtidos a partir de 2016 apontam o desmatamento de aproximadamente 1,3 mil km² em toda a Amazônia”, informou o Ibama.

Segundo o coordenador-geral substituto do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais do Ibama, Edson Sano, essa tecnologia, associada ao uso de servidores remotos na internet para processamento de dados, representa uma mudança de paradigma nas atividades de monitoramento da cobertura vegetal. “Os desmatadores não têm como evitar a detecção do corte, mesmo em períodos de tempo fechado, em que as nuvens poderiam bloquear a visão do satélite”, disse.

Além disso, conforme o Ibama, o satélite ALOS-2 complementa o monitoramento realizado pelo Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter-B) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que gera dados de monitoramento a cada 5 dias.

Apesar da periodicidade menos frequente (45 dias), as imagens do ALOS-2 permitem identificar a supressão de vegetação em áreas cobertas por nuvens. Os dados oficiais de desmatamento por corte raso na Amazônia são gerados anualmente pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes) do Inpe.



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· Até parece que vão pagar essas multas...  - Moises




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