Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 14994 12/06/2018  










Anterior | Índice | Próxima

Tecnologia contra o crime

O combate à criminalidade nos níveis atingidos hoje no país deve ser visto cada vez mais como resultado de um esforço integrado entre municípios, Estados e governo federal, com a participação direta das comunidades. É promissor, por isso, que uma cidade como Cuiabá já esteja se valendo na prática de ações de videomonitoramento, entre outros recursos tecnológicos. Quando associadas ao uso da inteligência, as câmeras se mostram auxiliares eficazes da atuação de policiais, que passam a se expor menos a situações de risco.

O principal entrave a ser superado para permitir um uso mais massificado das tecnologias no combate à violência é a falta de recursos por parte dos municípios. O investimento inicial costuma ser elevado, mas o custo é reduzido a partir da instalação. As vantagens ficam evidentes de imediato, pelas facilidades proporcionadas no combate ao crime. Os equipamentos mais modernos permitem imagens de alta resolução, tornando viável o reconhecimento facial e a leitura de caracteres para a identificação de carros roubados, entre outros recursos.

Por isso, as prefeituras mato-grossenses deveriam inspirar-se em modelos bem-sucedidos na área da segurança pública, que incluem cidades de diferentes portes do país, como cidades no interior de São Paulo e Rio Grande do Sul. O recado vale para a Capital, ainda em fase de testes com seu cercamento eletrônico, por meio do qual será possível enfrentar melhor a chaga dos roubos e furtos de veículos. O Estado, por sua vez, deve se empenhar para que o Sistema de Segurança Integrado com os Municípios possa dar uma resposta à altura nessa área, o que depende de mais investimentos.

Prefeitos sem recursos próprios, certamente, têm que contar com facilidades de financiamento. Devem procurar também se unir aos colegas de municípios próximos na busca de soluções compartilhadas. Além de reduzir custos, operações integradas entre servidores de diferentes instâncias da federação, valendo-se racionalmente de inovações tecnológicas, tendem a permitir resultados mais eficazes.

As próprias comunidades precisam colaborar diretamente. O combate à criminalidade é um dever do Estado, mas uma aspiração de todos. Diante das carências do setor público de maneira geral, só será bem-sucedido com atuação conjunta.



O combate à criminalidade é um dever do Estado, mas uma aspiração de todos.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:29 AL aprova contas de Taques
19:29 BOA DISSONANTE
19:28 O papel do advogado criminalista?
19:27 A injusta distribuição tributária
19:27 Como combater o glaucoma?


19:26 De convite
19:26 Verde e amarelo
19:25 Psicóloga alcoólatra e solitária guia obra no topo da lista do New York Times
19:25
19:24 Ex-engenheiro de som dos Beatles diz que tecnologia estragou a música
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018