Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 14994 12/06/2018  










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Com oscilação, saiba travar compras em dólar

Saiba como travar dólar em compras no cartão contra oscilações no câmbio

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A idéia é que o consumidor possa evitar surpresas negativas com a oscilação da moeda estrangeira
Da Reportagem

A Caixa Econômica Federal ainda é o único dos grandes bancos brasileiros que aderiu à resolução do Banco Central que permite ao cliente travar a cotação da moeda estrangeira com o valor do dia da compra - e não com o da data do fechamento da fatura - com o cartão de crédito internacional.

A possibilidade foi anunciada pelo BC em novembro de 2016, mas a autoridade monetária estipulou que a adesão ficaria a cargo de cada instituição financeira.

A idéia é que, com essa alternativa, o consumidor possa evitar surpresas negativas com a oscilação da moeda entre o momento do gasto e o dia de fechamento da fatura.

Quem fez compras na primeira semana do mês passado por exemplo, pode ter levado um susto com o valor em sua fatura. Em 4 de maio, o dólar era cotado a R$ 3,52, mas saltou para R$ 3,73 no dia 30 -isso sem contar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e taxas administrativas.

Na Caixa, a opção por segurar a cotação do dólar deve ser feita na primeira vez em que o cliente liberar o cartão internacional, seja pelo aplicativo, pela central de atendimento ou nas agências.

"Uma vez escolhida a forma de conversão, o cliente poderá mudá-la novamente depois de 90 dias, utilizando os mesmos canais", afirma o banco.

A possibilidade vale também para compras via internet em sites de outros países.

Embora não trabalhem com a trava do preço nos moldes determinados pelo BC, grandes bancos oferecem outras opções para o consumidor tentar aumentar a previsibilidade da fatura ao realizar gastos internacionais.

O Itaú permite ao cliente fazer carregamento em dólar, euro ou libra nos cartões de crédito ou múltiplos.

Nesse serviço, o consumidor "carrega" o cartão com a moeda estrangeira, e a conversão é feita pela cotação do câmbio na data dessa recarga.

Compras em estabelecimentos, sites internacionais e saques no exterior são abatidos do saldo pré-carregado.

Enquanto o saldo for suficiente para pagar pelas compras, o cartão funciona como um pré-pago. Depois, volta à função de crédito normal -em que a conversão é feita pela cotação da moeda na data do vencimento da fatura.

A cada transação, o cliente pode receber uma mensagem no celular (SMS) informando o saldo carregado disponível.

O pagamento da recarga pode ser via conta corrente ou cartão de crédito.

O Itaú ressalta que o serviço não está disponível para todos os cartões do banco. Estão de fora cartões como os de financeiras, que são predominantemente de uso nacional.

No Banco do Brasil e no Santander, o cliente pode antecipar o pagamento da fatura, caso entenda que o dólar está mais favorável e queira usar a cotação daquele dia.

Antes de travar o câmbio no dia da compra, o consumidor deve considerar alguns fatores. A cotação dos bancos costuma ser maior do que a de casas de câmbio -é possível conferir o preço cobrado, que inclui a taxa, tarifas e impostos, no link www3.bcb.gov.br/rex/vet/index.asp.

Além disso, no Brasil, as transações em outras moedas estrangeiras são convertidas para dólar para depois serem transformadas em real. Assim, pode acontecer de a bandeira do cartão não utilizar a paridade pura da moeda para o dólar, adicionando algum spread (ganho).

É preciso levar em conta ainda as taxas adicionais cobradas. No cartão pré-pago e no de crédito, há IOF de 6,38% sobre a transação.



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