Quinta feira, 12 de dezembro de 2019 Edição nº 14982 23/05/2018  










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PCdoB quer Maria Lúcia e Welington Fagundes juntos

EDUARDO GOMES
Da Reportagem

Em Mato Grosso, comunistas decidiram repetir neste ano, de modo ampliado, a aliança que os uniu em 2014 aos republicanos na disputa ao Senado. Esse casamento político estaria muito bem alinhavado, mas ainda pendente de um “sim” para que os participantes ouçam a Marcha Nupcial. O aspecto definido é a candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao governo. A pendência é a definição do nome da ex-reitora da Universidade Federal (UFMT), Maria Lúcia Cavalli Neder, para disputar o Senado pela coligação encabeçada pelo PR e com a participação de outros partidos, num pleito para renovação de dois terços de sua composição.

Os comunistas definiram pelo nome de Maria Lúcia. Aos jornalistas, nas coletivas, Wellington insiste que vê com bons olhos a indicação de seus aliados, mas pondera que outros três nomes são apresentados por seus partidos: o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), a empresária Margareth Buzetti (PTB) e o senador José Medeiros (PODE).

Os comunistas não entram na questão dos demais nomes sugeridos ao Senado pelo palanque de Wellington. Tranquilos, aguardam o desenrolar dos fatos. Mesmo de boca fechada sobre a definição das duas candidaturas pela coligação com Wellington, uma fonte ligada ao PR antecipou que a definição dos candidatos levará em conta dois aspectos que serão favoráveis à Maria Lúcia: o domicílio do candidato e o perfil da base de seu eleitorado. A ex-reitora mora em Cuiabá e senador em Rondonópolis; o eleitor do pré-candidato ao governo é mais conservador e de direita, ao passo que o principal nicho de votos de Maria Lúcia é a comunidade acadêmica, que tem tendência esquerdista.

Manoel Motta trata a coligação como fato consumado, após debates internos. Para ele, Wellington tem predicado desenvolvimentista e, além disso, “é grande municipalista”.

A ex-reitora reconhece que coligação é imprescindível para assegurar bom desempenho de seu partido nas urnas. Nesse cenário os comunistas teriam que buscar a melhor aliança eleitoral possível. Por sua prática na condução da vida pública nacional o PSDB é descartado por eles e o DEM, também. Ela não fala sobre os aliados naturais, que por afinidade de esquerda seriam PDT, PSB e PT, preferindo destacar o perfil de Wellington e a possibilidade de se construir um grupo eclético politicamente, capaz de bem administrar e levar adiante bom desempenho parlamentar.

Com 45 anos dedicados a Educação, reitora da UFMT por oito anos, coautora do projeto de ensino a distância (EAD) e executora de grandes obras físicas transformadoras no campus em Cuiabá e nos campi fora da região metropolitana, Maria Lúcia conhece Mato Grosso a fundo. Sua proposta parlamentar ainda não foi divulgada, mas em linhas gerais trata-se de um projeto legislativo abrangente que tem o indivíduo no centro de suas atenções.

Com a cristalização democrática nacional, comunista perdeu o rótulo de comedor de criancinha. Não sei se por hábito ou fé latente, Maria Lúcia às vezes deixa escapar a frase, “se Deus quiser” e sempre tem na ponta da língua um discurso conciliador sobre o agronegócio, o que a identifica perfeitamente com Wellington.

Mesmo à espera da definição dos dois cabeças de chapa ao Senado na coligação com Wellington, o PCdoB vê Maria Lúcia compondo essa aliança para cargos majoritários. Nacionalmente o posicionamento do partido é o mesmo, Afinal, em caso de vitória dos dois, os comunistas teriam uma senadora e um primeiro suplente de senador por Mato Grosso, pois num cenário assim Jorge Yanai (MDB) ficaria com a cadeira de Wellington e Manoel Motta seria seu único suplente.

Confiança à parte, a definição dos nomes está na fase de afunilamento, porque a campanha eleitoral propriamente dita será manga curta. Junte-se a isso que uma fonte da cúpula do MDB garante que o candidato a vice-governador de Wellington será daquele partido e que a dobradinha ao Senado estaria definida com Maria Lúcia e Carlos Fávaro.



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