Sábado, 14 de dezembro de 2019 Edição nº 14982 23/05/2018  










JOÃO ANTONIO PAGLIOSA Anterior | Índice | Próxima

Impostos escorchantes

Numa dessas manhãs, ouvia matéria sobre comportamento animal. Ouvia que na ocasião em que o predador ataca, o búfalo fraco e doente é presa fácil. Tentar fugir é tarefa inglória, e sua fraqueza decreta a sua sentença de morte. Os búfalos sobreviventes não se importam, sabem que assim é a vida, e sabem também que a manada agora está mais forte. Alguns fracos já se foram.

Um homem adulto possui entre 100 e 120 bilhões de neurônios em seu cérebro. Eles se readaptam, se reorganizam, se renovam e se "iluminam" com seu comportamento sadio. Se beber apenas uma dose diária, o álcool ingerido, de maneira análoga aos búfalos, seus neurônios fragilizados serão eliminados e seu exército de neurônios será fortalecido. Se beber mais de duas doses, muitos neurônios normais serão eliminados junto com os frágeis. Aí você se prejudica... E muito!

O predador do búfalo, ao iniciar sua caçada, usa seu instinto de sobrevivência e sua aguçada percepção para, lançando-se ao ataque, estar 100% seguro que sua presa será sua próxima refeição.

Hoje, certamente mais do que nunca, está muito caro ser brasileiro. A incidência de impostos sobre os alimentos é verdadeira tirania sobre os cidadãos de baixa renda, e é um imposto perverso, porque indivíduos que ganham verdadeiras fortunas, pagam o mesmo imposto que aquele que aufere apenas um salário mínimo.

A analogia se aplica, e é exequível de novo, ao colocarmos o imposto do governo como predador, e o trabalhador que paga imposto como presa. Como o predador do búfalo, o governo sabe que somos frágeis e não temos nenhuma chance...

Prezado leitor, em nenhum lugar do planeta os impostos sobre alimentos são tão escorchantes quanto no Brasil! Em nenhum lugar da Terra, os benefícios recebidos pelo pagamento de impostos são tão "quase nada". É uma vergonha de assustar defunto, e quando você analisa a situação de mais de 14 milhões de brasileiros desempregados, e se sensibiliza com as bolsas famílias que o governo federal fornece aos muito pobres, conclui que o poder constituído dá com uma mão e tira com três. Uma verdadeira vilania!

Imposto sobre comida nos níveis atuais, mais de três vezes o que tributam os países ricos é uma tragédia social... Num país que é o maior produtor de alimentos do mundo, observar que muitos brasileiros estão passando fome é uma vergonha...

E nossos políticos não se mexem...

Sabemos todos que a classe política é um horror, e numa peneira sobram pouquíssimos que trabalham em prol de quem os paga. Por isso vote com consciência no próximo mês de outubro.

Não vote em político profissional... Esses são exímios complicadores e infernizam a vida da gente... O Brasil, e cada cidadão brasileiro merece um país melhor.

E, parafraseando meu sobrinho Lucas Francisco: "Tá puxado, né tio"...



* JOÃO ANTONIO PAGLIOSA é engenheiro agrônomo

joaoantoniopagliosa@gmail.com



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:03 MT tenta renegociação com banco
19:03 Taques pede tranquilidade aos servidores públicos
19:03 TJ deve analisar hoje HC de Mauro Savi
19:02 Sindicato pressiona TJ por ação no STF
19:02


17:32 BOA DISSONANTE
17:32 PT: Lula é oportunidade para reencontrar a democracia
17:31 Endurecer a lei contra o crime
17:29 Ateu, graças a Deus!
17:29 Dom Lula e as universidades
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018