Segunda feira, 19 de agosto de 2019 Edição nº 14982 23/05/2018  










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Janete Manacá vem com deusas e valsas hoje no Arsenal

De uma só vez, público que for hoje à choperia do Sesc Arsenal terá à mão três livros de poesia, todos escritos a partir da voz da mulher

MARINALDO CUSTÓDIO
Especial para o DIÁRIO

É preciso ter coragem, convenhamos. Dar a cara a tapa e publicar, nesses tempos bicudos, qualquer livro de literatura em Mato Grosso já é tarefa pra bem poucos, certamente. E, ainda mais, muito mais, logo três de uma vez, e todos de poesia!

Pois é. Pois é justamente isso que faz Janete Manacá, poetisa que vem lutando com versos, sons e ritmos há mais tempo, por certo, mas estreante nas artes de publicar em impresso. Vem, pois, brindar o seu público, daqui e de mais além (de outros estados e até do exterior), com as obras: Deusas Aladas; A Última Valsa e Quando a Vida Renasce do Caos.

À primeira vista, embora logo nos venha a tentação de chamar “trilogia” a essas publicações (pelo fato prosaico de serem em número de três), Janete se apressa a esclarecer que tal coisa não é verdadeira: “Não é trilogia, não, pois não é sequência uma da outra, são coisas totalmente distintas. No caso, o primeiro livro (Deusas Aladas) trata basicamente das minhas ancestrais, inclusive ele é dedicado a Gaia, a Deusa Terra, a Grande Mãe. Este livro, abro oferecendo-o à minha mãe, a minha Grande Deusa Alada, em seguida ele é dedicado a Marilza Ribeiro, uma de minhas maiores inspirações, uma das maiores poetisas de Mato Grosso, e, depois, também ofereço a amigas importantes que têm trilhado comigo esta caminhada, e todos os meus ancestrais, até os que eu não conheço, os avós, pessoas que fizeram diferença na minha infância, como a Tia Zefina. Depois, no segundo (A Última Valsa), falo mais do desapego, da necessidade de se desapegar, de não ficar aprisionada às dores, angústias, frustrações que tantas vezes a vida nos reserva. Já no terceiro (Quando a Vida Renasce do Caos), trabalho intencionalmente, como o próprio título aliás indica, a disposição que a gente sempre deve ter nesta vida de passar por sobre as coisas ruins, sobre a opressão, a incompreensão, as perseguições que nós mulheres, especialmente, sofremos neste mundo, e, ainda mais, no mundo do trabalho”.

Como se vê, neste terceiro livro, a grande temática é a do assédio moral. Todavia, conforme nos lembra o ditado popular, tristezas não pagam dívidas, então, ela tira de letra e segue em frente, em seu jeito de dar um jeito de ver triunfar a alegria. Ou, aproveitando a metáfora tão bem colocada no texto “Três obras; mil histórias e um desejo de disseminação”, que Elienai Corrêa escreveu a propósito do lançamento de logo mais à noite: “Pra que insistir na dor, se a gente tem o amor?”.

A autora e as redes sociais

Natural de São Martinho (PR), Janete mora em Cuiabá desde 1981, cidade na qual criou raízes. Apaixonada também pelo teatro, desde a década de 90 tem trabalhado com esta arte, em parcerias antológicas como a que fez, em sua estreia, trabalhando ao lado do grande escritor e dramaturgo Luiz Carlos Ribeiro. É formada em Serviço Social, Comunicação Social e Filosofia. Sua vida laboral tem suas raízes na roça, quando iniciou sua labuta aos 7 anos de idade.

Janete Manacá utiliza, muito, as redes sociais como aliada para publicar suas poesias e do feedback que delas recebe tira forças para seguir publicando, e sempre otimista, acreditando que dias melhores, afinal, devem vir para este mundo. E que, com sua poesia, ela sempre pode contribuir, por pouco que seja, para que novos amanheceres, e entardeceres, e anoiteceres, e madrugadas, cheios de sensibilidade, nos brindem nesta nossa caminhada sobre a Terra.

Para o DESTAQUE

A Última Valsa

(...) Dançando eu troco a minha pele

Ressuscito o que está morto em mim



Dançando eu expulso os fantasmas

Que rondam o meu silêncio



Dançando eu supero a saudade

De tudo que já não é



Dançando eu reacendo o amor

Que impulsiona o meu existir



Dançando eu desnudo a minha alma

E me entrego ao agora com prazer



Dançando eu me reconecto com a galáxia

Para saudar o sol que há em você



E na última valsa de memórias poéticas

Eu ofereço luz às madrugadas do meu ser.





SERVIÇO

O quê: lançamento das obras de Janete Manacá (Deusas Aladas; A Última Valsa; Quando a Vida Renasce do Caos).

Quando: 23 de maio, às 20h.

Local: Espaço da Choperia do Sesc Arsenal – Cuiabá.



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