Segunda feira, 22 de abril de 2019 Edição nº 14982 23/05/2018  










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Estado não preenche 34,8% das vagas

Em 2017, das 437 vagas da Comissão Nacional de Residência Médica, apenas 285 foram preenchidas em MT

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Mato Grosso que tem uma população de pouco mais de 3,3 milhões habitantes conta com 5.436 médicos registrados
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Num momento em que a demanda por especialistas no sistema de saúde é cada vez mais crescente, Mato Grosso não preenche todas as vagas autorizadas para residência médica (RM). Pelo menos é o que revelou o estudo “Demografia Médica no Brasil – 2018”, desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

No Estado, que segue uma tendência nacional, os dados revelam que, enquanto o número de autorizações dadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) chegava a 437 vagas, em 2017, apenas 285 foram preenchidas. Ou seja, 152 ficaram ociosas, o que corresponde a 34,8% do total.

No país, do total de 58.077 permissões, 35.178 foram ocupadas, em 6.574 programas de 790 instituições credenciadas pela CNRM. No entanto, a diferença corresponde a 22.899 vagas não preenchidas, equivalentes a 39,4% do permitido pela CNRM. A distância é mais acentuada no período inicial de formação (R1), no qual 16.499 das 22.432 vagas liberadas, no mesmo ano, foram de fato ocupadas, ou seja, uma diferença de 5.933 lugares ociosos.

No Estado, a maioria das vagas ociosas (94) encontrava-se no segundo período de formação (R2), seguida do inicial (22). As demais distribuídas nos níveis R3 (31) e R4 (5). Já das 285 vagas, a maioria era na formação R1 (160), seguida R2 (88) e R3 (32), R4 (3), R5 (2).

“Sob o risco de sérios prejuízos ao processo de formação de médicos especialistas, essenciais ao sistema de saúde brasileiro, é preciso compreender melhor e superar os vários obstáculos que impedem a qualificação e o pleno preenchimento de vagas de Residência Médica”, alertou o presidente do CFM, Carlos Vital, que tem demonstrado grande preocupação com os problemas que afetam a formação de especialistas.

Em comparação as demais unidades da federação localizadas no centro-oeste, Mato Grosso foi um dos estados com menor número de vagas autorizadas em RM na região. No vizinho Mato Grosso do Sul, foram 657 autorizações, mas 289 (44%) não ocupadas. Em Goiás, foram 1.156 com 449 (38,8%) não preenchidas e, o Distrito Federal, obteve 1.661 permissões, sendo que 468 ficaram ociosas (28,2%).

Por sua vez, os problemas que levam à ociosidade das vagas se manifestam de diferentes maneiras, entre eles, o diagnóstico inclui problemas como a desistência de candidatos selecionados, as falhas no registro de dados sobre a ocupação de vagas, a menor demanda em relação à oferta ampliada em determinadas especialidades, ou seja, mais vagas do que candidatos, o desinteresse dos egressos por programas de pouca tradição e as dificuldades ou atrasos de financiamento de bolsas.

Conforme a publicação, ao médico residente é assegurado bolsa mensal, hoje no valor de R$ 3.330 para treinamento em serviço de 60 horas semanais. As bolsas são financiadas por diferentes fontes ou órgãos como o Ministério da Educação (MEC) e da Saúde (MS). O preparo inadequado dos programas para acolher os alunos também interfere neste cenário.

Ainda, conforme o estudo, Mato Grosso que tem uma população de pouco mais de 3,3 milhões habitantes conta com 5.436 médicos registrados, o que corresponde a razão de 1,63 profissionais para cada 1.000 habitantes. A maioria é sexo masculino (60,8%) e está faixa etária dos 30 aos 34 anos (17,6%) e 35 a 39 (17,1), sendo o tempo médio de formação de 18 anos.

Um total de 3.303 (60,7%) são apontados como especialistas e, os demais (2.134), generalistas, o correspondente a 39,3%. A maioria exerce clínica geral (466), pediatria (425), ginecologia e obstetrícia (415), clínica médica (384), anestesiologista (287), medicina do trabalho (214), entre outras especialidades. Já entre as áreas com menores profissionais no Estado, estão cirurgia torácica (6), patologia clínica/medicina laboratorial (7), radioterapia (10) e reumatologia (21) e genética médica (1).

Maior cidade do Estado, Cuiabá concentra 2.739 (50.4%) do total de registros. A maioria classificados como especialistas (67,9%) e os demais generalistas (32,1%). As regiões sul e sudeste, além da Bahia, contam com maior número de médicos, um total de 19.843. Em seguida, estados como Goiás e Santa Catarina, na faixa de 11.449 e 19.843.



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