Quinta feira, 22 de agosto de 2019 Edição nº 14979 18/05/2018  










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Pedro Taques quer ler denúncia do MPE

Governador evita criticar MPE, mas garante que sua gestão não teve participação no esquema do Detran

GCOM
Taques: “Eu não analisei ainda, porque eu não vi a denúncia, mas vou fazer questão de ler”
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

O governador Pedro Taques (PSDB) disse ontem que fará questão de ler a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual (MPE) no que tange a Operação Bereré. Nesta quarta-feira (16), 58 pessoas foram denunciadas sob a acusação de fazer parte de uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 30 milhões dos cofres públicos por meio de um contrato firmado entre a EIG Merdados Ltda e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

Entre os denunciados estão dois primos do gestor tucano, o ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques, e seu irmão Pedro Jorge Zamar Taques.

Eles são acusados de atuarem no sentido de garantir a manutenção do contrato da EIG durante a atual gestão. Diante disso, Taques quer saber qual relação a sua administração tem com o esquema desbaratado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco).

“Eu não analisei ainda, porque eu não vi a denúncia, mas vou fazer questão de ler. Quero saber qual ato do nosso governo deixou de praticar, porque desde o primeiro dia de governo nós iniciamos as tratativas a respeito deste contrato. Quero saber qual ato que a nossa administração praticou ou deixou de praticar, porque nós fomos ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e temos atas sobre isso”, enfatizou Taques.

O governador afirma que não pretende colocar em cheque o trabalho formulado pelo Ministério Público, mas garante que sua gestão não teve participação neste esquema.

“Eu não quero julgar a denúncia. O Ministério Público é uma instituição importante para a democracia, tem uma contribuição gigante com o Estado, mas eu como cidadão e como governador, tenho direito de ler essa denúncia”, disse.

Taques ainda fez questão de rebater as declarações do ex-governador Silval Barbosa, que no início desta semana orientou o deputado estadual Mauro Savi (DEM) e os seus primos a colaborarem com a justiça. Todos estão presos em razão da segunda fase da Operação Bererá, denominada Bônus.

“A delação é um instrumento muito importante, que tem trazido grandes instrumentos de condenação, de limpeza do Brasil. Agora, condenação com base em delação precisa ter prova, e quando o Ministério Público apresenta a denúncia não quer dizer que o cidadão será condenado. O processo e um instrumento de dignidade. Agora, a delação está transformando vagabundo em santos, está transformando malandros e santos, porque hoje, qualquer coisa que você fala contra políticos já vira a verdade absoluta”, rebateu.



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