Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 14979 18/05/2018  










ESTADO ISLÂMICOAnterior | Índice | Próxima

Justiça acata denúncia contra nove

BRUNO BENEVIDES
Da FolhaPress – São Paulo

O Ministério Público Federal acusa 11 pessoas de tentarem formar uma organização criminosa para promover no Brasil a facção terrorista Estado Islâmico e de recrutarem um menor de idade para a participação em ataques terroristas.

Segundo a denúncia, do dia 20 de abril, os acusados são investigados desde 2016 pela Polícia Federal e chegaram a debater a possibilidade de cometer atentados em território brasileiro. No final de abril, a denúncia foi aceita e nove deles se tornaram réus -os outros dois foram diagnosticados com distúrbios mentais.

A investigação começou a partir de um comunicado enviado pela Guarda Civil espanhola dando conta de que números de telefones brasileiros estavam em três grupos do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp que seriam responsáveis pela promoção do Estado Islâmico. Neles, havia troca de imagens e vídeos de atentados e crimes cometidos pela facção.

A acusação se baseou principalmente em interceptações telefônicas, postagens no Facebook e conversas de WhatsApp.

A partir da informação que veio da Espanha, os policiais chegaram ao nome de Weverton Costa do Nascimento, que administrava dois grupos de WhatsApp suspeitos de terem atividade ligada ao Estado Islâmico.

A partir de dados encontrados no celular de Weverton, a PF chegou ao nome dos outros acusados, entre eles Welington Moreira de Carvalho, que se autointitulava líder da rede terrorista Al Qaeda no Brasil -organização que não tem ligação com o Estado Islâmico.

Segundo o MPF, Welington disse em conversas interceptadas que queria criar um califado islâmico no território brasileiro e, para isso, desejava fundar um grupo paramilitar. A denúncia diz ainda que a PF encontrou indícios de que ele se preparava para realizar um ataque terrorista. Welington guardava em seu telefone celular informações sobre a fabricação de explosivos.

Ele também teria sugerido a outro dos réus, Harisson de Souza Andrade, que o grupo recorresse a crimes como tráfico de drogas, prostituição e sequestros a fim de conseguir dinheiro para financiar suas atividades.

Welington teve a prisão preventiva decretada e está detido, assim como outro dos acusados, Jhonathan Sentinelli Ramos.

Outro réu é Jonatan da Silva Barbosa, que também teve o celular analisado pela PF. No aparelho foi encontrada uma conversa entre ele e um terceiro suspeito (que não foi denunciado) na qual se debatia a realização de um atentado durante o Carnaval.

No diálogo, o suspeito cita a possibilidade da realização de um ato terrorista nos moldes do que o Estado Islâmico fez em Londres em junho de 2017, quando usou uma van para atropelar pedestres. Ele sugere que o atentado poderia ser feito durante o Carnaval no Rio, ao que Jonatan replica defendendo que seja realizado em Salvador.

Já um outro acusado, Kleiton Franca Nogueira, diz em uma conversa que estaria disposto a ajudar na primeira ação do grupo, o sequestro de turistas, que seriam trocados por membros da rede Al Qaeda hoje presos.

Além de Weverton, Welington, Harisson, Jonatan, Jhonathan e Kleiton, também são réus no caso Thiago da Silma Ramos Benedito, Matheus Santos Pinaffo, e Antonio Marcos Souza Nascimento. Os três primeiros são acusados ainda de corrupção de menores, já que teriam tentado convencer um adolescente a juntar-se ao grupo.



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