Quarta feira, 12 de dezembro de 2018 Edição nº 14977 16/05/2018  










INTENÇÃO DE CONSUMOAnterior | Índice | Próxima

Abril registra 1ª queda na intenção de consumo em 2018

Da Reportagem

O mês de abril registrou a primeira retração no ano da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada ontem, pela Fecomércio/MT. O índice foi de -6,4% em relação a março e chegou a 78,8 pontos. Apesar da queda, houve crescimento de 8,4% na comparação com abril de 2017, quando o índice atingiu 72,7 pontos. O estudo aponta que o índice segue abaixo da zona de indiferença, que é de 100 pontos e limite de 200.

A variação negativa mensal da pesquisa foi maior nas famílias que recebem até 10 salários mínimos (-7,7%) e chegou a 76 pontos em abril contra 82,4 pontos em março. Entretanto, se comparado com abril de 2017, o índice é 8,4% superior ao registrado na época (70,1 pontos). Para a faixa de renda das famílias que recebem acima de 10 salários mínimos, houve aumento de 3,6% na intenção de consumo em abril sobre o mês anterior e 8,2% na comparação com abril de 2017.

Para o presidente da Fecomércio/MT, Hermes Martins da Cunha, a expectativa enquanto ao desempenho da economia em 2018, que aponta para uma taxa do PIB de +2,8% e de +3,0% para 2019, demonstra que ao longo de 2018 pode-se esperar que a ICF se mantenha em crescimento ante os mesmos meses do ano passado. “É normal que haja oscilações durante o ano por causa da lenta recuperação do mercado de trabalho e da cautela do consumidor quanto ao consumo”, explica Hermes.

PERSPECTIVA - Todos os componentes da pesquisa apresentaram retração em abril sobre o mês anterior, dentre eles, o que avalia o Momento para aquisição de duráveis (eletrodomésticos, TV, som, etc) teve a maior queda (-11,3%). Já o que acompanha a Perspectiva de Consumo teve retração de -7,4% de um mês para outro. O nível de consumo atual também foi 4,3% menor na comparação com o mês anterior da pesquisa.

Mesmo assim, Hermes confirma a expectativa de crescimento da economia nacional, em especial para o Estado, em 2018. “A baixa inflação, combinada com a taxa de juros menor já registrada na série histórica, nos faz acreditar em um crescimento de 5% nas vendas para o comércio varejista para este ano e um 2019 ainda melhor”, concluiu o presidente.



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