Segunda feira, 21 de maio de 2018 Edição nº 14977 16/05/2018  










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Dólar volta a subir e fecha a R$ 3,66

Expectativa de alta de juros nos Estados Unidos leva dólar a R$ 3,66 no Brasil

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No Brasil, o dólar comercial subiu 0,93%, para R$ 3,66, maior nível desde abril de 2016
DANIELLE BRANT
Especial para o DIÁRIO

As moedas de países emergentes tiveram um novo dia negativo em reação a um fator já conhecido: a expectativa de que o banco central americano acelere o aumento de juros nos Estados Unidos para conter pressões inflacionárias.

No Brasil, o dólar comercial subiu 0,93%, para R$ 3,66, maior nível desde abril de 2016. Na máxima, o dólar atingiu R$ 3,69 nesta terça-feira (15).

No mundo, o dólar ganhou força em relação a 30 das 31 principais moedas - a única que conseguiu se valorizar foi o peso argentino, que é a divisa que mais se enfraquece no ano em relação ao dólar.

A Bolsa brasileira teve leve queda de 0,12%, para 85.130 pontos, amparada pelas ações da Petrobras e da Vale, que fecharam em alta.

O catalisador nesta sessão para a valorização do dólar foram dados de varejo de abril nos Estados Unidos, que sugerem que a economia americana se manteve forte no segundo trimestre.

As vendas cresceram 0,3% em valor, depois de avançarem 0,8% no mês anterior, de acordo com dados revisados pelo Departamento de Comércio americano. A preocupação é que esse aumento gere pressão inflacionária e, consequentemente, acelere a alta de juros nos Estados Unidos.

"A economia americana segue em recuperação mais vigorosa, com forte desempenho do mercado de trabalho e a inflação em trajetória de convergência para a meta", diz André Carvalho, gestor macro da Brasil Plural Asset Management.

Segundo ele, esses indicadores têm levado o mercado a reavaliar o número de altas de juros que o banco central americano fará neste ano. "Atualmente, o consenso de mercado se encontra entre três e quatro elevações em 2018", afirmou.

"Tendo em vista este movimento, o dólar tem se fortalecido em relação às demais moedas, em particular as que apresentam fundamentos mais frágeis, principalmente emergentes como a Argentina e a Turquia".

Na Argentina, a fragilidade econômica, inflação elevada e o baixo nível de reservas internacionais mergulharam o país em uma crise cambial. No ano, o peso acumula desvalorização de 23,8% em relação ao dólar.

A lira turca é a segunda maior queda (-14,6%). A Turquia também está em situação frágil, com preocupações com superaquecimento da economia e inflação em dois dígitos.

Aqui, a maior atuação do Banco Central no câmbio não tem sido suficiente para suavizar a alta do dólar.

Nesta terça, o Banco Central vendeu 5.000 novos contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Também vendeu a oferta de até 4.225 swaps para rolagem do vencimento de junho.

Até agora, o BC já rolou US$ 3,537 bilhões dos US$ 5,650 bilhões que vencem no próximo mês.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) subiu 1,67%, para 188,7 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados caíram. O DI para julho deste ano recuou de 6,240% para 6,230%. O DI para janeiro de 2019 teve queda de 6,360% para 6,330%.



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