Domingo, 17 de fevereiro de 2019 Edição nº 14977 16/05/2018  










Anterior | Índice | Próxima

Transparência nas coligações

No momento em que se começa a definir as alianças eleitorais no Brasil, surge a oportunidade de mudar a lógica até hoje vigente nas coligações entre partidos. Em vez do loteamento de cargos e de fatias do orçamento, o país se beneficiaria se as siglas unissem esforços para concretizar projetos baseados em ideias convergentes.

Cabe não apenas aos políticos, mas também aos eleitores, observar a natureza dos acordos que estão sendo costurados para outubro. Em geral, as reais intenções se escondem por trás de discursos vagos e genéricos quando, no fundo, as aproximações entre as siglas estão alicerçadas apenas na perspectiva do poder, e não em como exercê-lo. O país precisa de iniciativas claras e viáveis para gerar renda, emprego, segurança, educação e saúde.

A consistência dos projetos de governo é que garante, em democracias mais antigas e consolidadas, apoio popular e parlamentar. Infelizmente, no Brasil, uma das principais moedas de troca na construção de uma aliança é a soma no tempo da propaganda de televisão, o que transforma siglas inexpressivas em fiéis de balança, gerando um balcão de negócios escusos com o qual o país não está mais disposto a conviver.

Numa democracia como a brasileira, formar maiorias de sustentação no Executivo e no Legislativo é condição imprescindível para governar. Nas últimas gestões, o apoio no Congresso, vê-se agora como desdobramento da Operação Lava-Jato e do mensalão, foi comprado na base do toma lá dá cá. É agora, quando se negociam as coligações, que essa praga deve ser combatida.

É normal a divisão de poder entre partidos, mas ela deve ser a consequência de consensos, e não a sua causa. É salutar e necessário que siglas com visões diferentes consigam se agrupar ao redor de pontos comuns a defender em uma campanha eleitoral. Encontrar ideias e projetos que beneficiem o país é sinal de maturidade democrática, especialmente neste momento da vida nacional, quando a radicalização e a polarização ganham espaço no debate público.

Como raras vezes em sua história, o Brasil precisa de uma agenda mínima a ser construída e apoiada por todos. O aprofundamento das reformas, o crescimento econômico e a modernização do Estado não podem mais esperar. Por isso, é fundamental que as articulações já adiantadas para as eleições de outubro não percam de vista que o Brasil de verdade está fora dos gabinetes acarpetados de Brasília. Na política, a transparência não deveria ser uma concessão, mas uma condição.



É normal a divisão de poder entre partidos, mas ela deve ser a consequência de consensos, e não a sua causa



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:15 15% da receita nacional foi gerada por MT em 2017
19:15 Política de preços da gasolina é perversa
19:15 Valor Bruto da Produção deve superar a de 2017
19:14 102 mil micro e pequenas empresas beneficiadas
19:12 Deputados limpam pauta e já podem votar fundo


19:12 Juiz suspende projeto que permite reeleição para presidente
19:11 Silval Barbosa recomenda colaboração
19:11 TRF nega pedido para prender deputado Fabris
19:11 STF manda governo pagar duodécimos da Defensoria
19:10 TJ mantém proibição da soltura de deputado
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018