Domingo, 21 de abril de 2019 Edição nº 14975 12/05/2018  










ALECY ALVESAnterior | Índice | Próxima

Não ser mãe

Mais uma vez comemoramos um Dia das Mães. Neste domingo, 13 de maio, celebro o meu 32º. Quando tive a primeira filha, há 32 anos, não estava começando a por em prática um plano familiar, a maternidade simplesmente aconteceu, como ainda ocorre com muitas jovens.

Mas não estou aqui para reclamar, mesmo porque a partir dali uma família surgiu, sem planejamento, é certo, porém com amor e responsabilidade. Outros dois filhos vieram, os laços se fortaleceram e, felizmente, a união perdura até os tempos atuais.

Hoje digo que talvez mudaria o início dessa história, poderia planejar para melhor executar, mas a família seria a mesma e do mesmo tamanho.

Todavia, não estou aqui para falar da minha condição de mãe, mas das mulheres que decidem dizer não à maternidade. Que não querem gerar ou criar filho. De acordo com uma pesquisa de 2010, do IBGE, 14% das mulheres brasileiras não têm planos para engravidar.

Como nada é definitivo nessa vida, exceto a morte, pensamentos, planos, visão, ideias... podem mudar. Pode ser que na caminhada delas haja desvios. Pode até ser! Mas nossa única participação nessa história é a do respeito, respeito à decisão dela. Se uma mulher não quer ser mãe, concebendo em seu próprio ventre ou adotando, temos por obrigação respeitá-la.

Quem é mãe sabe que a maternidade não é simplesmente uma dádiva, um presente Divino, mas certamente a maior responsabilidade do ser humano. Não é porque o 'dom da vida' é um presente de Deus exclusivo às mulheres que devemos igualmente aceita-lo.

Cada dia mais pessoas, mulheres e homens, pensam e agem diferente sobre coisas que convenções sociais ainda apresentam como universais. Exemplo: "toda mulher precisa casar e ser mãe. Isso é da natureza humana".

E se não é isso, casas e ser mãe, então o que elas querem? Pode ser priorizar a própria vida, escolher a carreira, viagens, ser titia, viver apenas o casal ou mesmo sozinha. A mudança do papel da mulher na sociedade trouxe esta possibilidade de escolha. É uma conquista do sexo feminino. Simples assim!

E se alguma mulher lhe disse que não quer ser mãe, não começa a falar do relógio biológico ou perguntar se ela mudou de ideia a cada vez que encontrá-la. Não seja desagradável, tampouco inconveniente.



ALECY ALVES, jornalista e estudante de Serviço Social



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