Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 14975 12/05/2018  










NOVO CADASTRO POSITIVOAnterior | Índice | Próxima

Modelo pode injetar R$ 23 bilhões em MT

Como defende a ANBC, haverá uma forma mais abrangente e inclusiva de concessão de crédito para consumo

MARIANNA PERES
Da Editoria

O novo modelo de Cadastro Positivo poderá injetar R$ 23 bilhões na economia de Mato Grosso e possibilitar acesso ao crédito para um contingente adicional de cerca de 600 mil consumidores. Em todo Centro-Oeste, a movimentação pode chegar a R$ 122 bilhões, sendo desse total, R$ 41 bilhões previstos apenas para Goiás, estado com a maior contribuição da região.

Considerando o Centro-Oeste, Mato Grosso projeta a terceira maior perspectiva de injeção monetária na economia, respondendo sozinho por 19% do total. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal deverão gerar R$ 20 bilhões e R$ 38 bilhões, respectivamente.

Esses números fazem parte do recente desdobramento, por estado, de pesquisa da Serasa Experian divulgada no ano passado, e que constatou que o novo modelo pode inserir até 22 milhões de consumidores no mercado de crédito nacional, e mais de R$ 1 trilhão na economia brasileira.

Dentro do desenho nacional, que congrega todos os estados da Federação, a projeção para Mato Grosso supera a maior parte do previsto aos estados do Norte e Nordeste, supera o Espírito Santo (R$ 20 bilhões) e fica entre os 15 maiores do país.

O Cadastro Positivo já existe, no entanto, esse novo modelo, entre outras novidades, propõe a inserção automática dos cadastrados. Hoje a lei permite que a inserção seja feita por meio da inscrição dos próprios consumidores, ou seja, por meio de livre demanda. Mas como destaca o segmento que defende a mudança, a adesão tem baixa procura e torna o custo do sistema na versão ‘voluntária’ é caro.

Como explica a Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), a aprovação desse novo modelo, que está na pauta de votação da Câmara dos Deputados, trará uma forma mais abrangente e inclusiva de conceder crédito, tendo como base o histórico de endividamento de um cidadão e a forma como ele paga suas dívidas com instituições financeiras, empresas de comércio e empresas de serviços como água, gás, energia elétrica e telefonia. Ou seja, o modelo valoriza os pagamentos realizados, os dados positivos - e não eventuais dívidas não pagas ou em atraso.

O aprofundamento do estudo foi um pedido da ANBC para mostrar os benefícios potenciais do Cadastro Positivo com inclusão automática do consumidor por estado e região, além dos níveis atuais de inadimplência em cada um desses locais.

NO ESTADO - De acordo com a pesquisa ampliada, Mato Grosso, com 47,8% de inadimplentes, apresenta um índice bem superior à média brasileira, que é de 40,3%. E, a exemplo do que deve ocorrer no resto do país, o novo Cadastro Positivo tende a promover uma redução de até 45% na inadimplência no Estado. Poderá ainda adicionar cerca de 600 mil pessoas ao mercado de crédito, o que representa quase 20% da população total de Goiás. Essas pessoas estão fora do mercado de crédito não por serem inadimplentes, mas por terem pontuação de crédito baixa à falta de informação.

“A adição de mais pessoas e a ampliação do crédito para quem já está no mercado, proporcionadas pelo novo modelo de Cadastro Positivo, têm potencial de baixar os juros dos empréstimos e financiamentos”, observa Elias Sfeir, presidente da ANBC. Mas ele acrescenta que os principais benefícios são sociais, não só porque haverá uma redução da inadimplência pela prática de taxas de juros mais justas, mas porque o estímulo ao mercado de crédito é fundamental para estimular as economias locais e para gerar empregos.

BENEFÍCIOS - Crédito mais acessível e barato por meio da pontuação de crédito, aumento do emprego devido ao aquecimento da economia, avaliação de crédito mais justa com base em pontuação ou escore, melhoria de crédito para as classes menos favorecidas, controle do consumidor sobre suas informações e garantia de privacidade, como exemplifica a Associação.

A pontuação de crédito será composta por dados relativos a empréstimos, financiamentos, crediários, contas de água, luz, gás e telefone. “Informações relativas a saúde, deslocamentos ou interações sociais não serão e nem podem (por lei) ser utilizadas”, completa o presidente da ANBC.

A ANBC é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos que congrega os birôs de proteção ao crédito que atuam no território brasileiro.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:46 Lucimar Campos lança R$ 65 milhões em obras
19:45 Manobra por reeleição deve criar embate jurídico
19:45 Deputados decidem na segunda se votam por soltura de Savi
19:44 Silval é condenado a 14 anos de prisão
19:43 Bandidos assaltam Correios em Sinop


19:42 GCCO faz nova operação contra facção criminosa
19:42 Servidores do socioeducativo entram hoje em greve
19:40 BOA DISSONANTE
19:40 Jayme não gosta da proposta de Mauro ser vice de Pivetta
19:38 Bolsonaro e a China
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018