Sexta feira, 19 de julho de 2019 Edição nº 14973 10/05/2018  










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Vereador nega atuação em morte e cita “factoide”

LUCAS VETTORAZZO
Da FolhaPress – Rio de Janeiro

O vereador Marcello Siciliano (PHS) negou, na manhã de ontem, que tenha sido o mandante do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), ocorrido em 14 de março.

Segundo o jornal O Globo, a testemunha, que prestou três depoimentos à polícia em troca de proteção, trabalhou para um grupo paramilitar e passou detalhes de datas, horários e locais de reuniões em que Siciliano e Orlando Oliveira de Araújo (ex-PM hoje preso acusado de chefiar uma milícia) teriam planejado o crime.

Segundo o jornal, a testemunha disse que presenciou quatro conversas entre o vereador e o miliciano (na época em que este estava foragido) e forneceu nomes de quatro homens que teriam sido escolhidos para matar Marielle.

As incursões política de Marielle na Cidade de Deus, área na zona oeste fora do controle de milícias, teria provocado a reação do vereador e do ex-PM, segundo a testemunha.

Antes de acusar o suposto esquema para assassinar a vereadora, a testemunha trabalhou como segurança do ex-policial militar e teria tentado se desligar do serviço. Por conta disso, teria sido ameaçado de morte e impedido de deixar o trabalho.

Além da vereadora, o motorista Anderson Gomes foi morto com ela em 14 de março. O carro foi atingido quando Marielle voltava para casa. O vereador Siciliano tem como reduto eleitoral o bairro de Vargem Grande, dominado por milícias, que cobram de comerciantes e moradores por serviços. Ele já prestou depoimento no caso na condição de testemunha.

Siciliano afirmou que a informação revelada pelo jornal O Globo é um "factoide" e negou conhecer o ex-PM. Ainda segundo o vereador, a Cidade de Deus não é um de seus redutos eleitorais.Na entrevista, Siciliano disse que nunca participou de reunião com o ex-PM. "Se em algum momento eu interagi com uma pessoa chamada Orlando eu não posso garantir. Mas, uma reunião marcada, eu tenho certeza que não aconteceu", afirmou.



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