Terça feira, 20 de agosto de 2019 Edição nº 14972 09/05/2018  










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Retomada muito lenta

A decepção com o resultado do crescimento da produção industrial brasileira em março reforça a convicção de que o país precisa de mais reformas. O incremento de 0,1% não chega a ser trágico, mas frustra as expectativas de uma retomada econômica mais consistente e acelerada.

Em cenários de responsabilidade e de compromisso com o emprego e com a renda, esse deveria se transformar no centro do debate eleitoral. Não existem soluções mágicas para um desmonte que dura décadas, impulsionado por projetos demagógicos e sem sustentabilidade. Justamente por isso, cabe ao eleitor cobrar de seus candidatos ideias e caminhos realistas, o que é incompatível com discursos eleitoreiros e imediatistas.

O Brasil não aguentaria mais quatro anos de déficits. As reformas da Previdência, política, do serviço público e tributária são fundamentais para o país voltar a atrair a confiança interna e externa dos investidores e, com isso, voltar a crescer em patamares compatíveis com nossas necessidades e potenciais.

Aumenta a importância das próximas eleições na medida em que, para uma retomada sustentável do nosso crescimento, não basta só um Executivo comprometido. É preciso também um parlamento arejado e ético, evitando que se repita aqui o que ocorre na Argentina: o Executivo está em processo acelerado de modernização de sua estrutura arcaica, mas as reformas mais profundas emperram no Congresso. O resultado é que a economia segue se arrastando.

Todos os países que experimentaram saltos de desenvolvimento verdadeiro têm uma característica em comum. Conseguiram construir consensos em temas fundamentais, como educação, saúde, habitação, crescimento econômico e segurança. Isso não significa concordar em tudo ou mesmo abandonar posições ideológicas. Significa, sim, buscar pontos de convergência e disposição para ceder em nome de um projeto maior que, neste caso, se chama Brasil.



O Brasil não aguentaria mais quatro anos de déficits. As reformas da Previdência, política, do serviço público e tributária são fundamentais



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