Terça feira, 17 de setembro de 2019 Edição nº 14972 09/05/2018  










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Marina propõe mais autonomia aos municípios

LUCAS VETTORAZZO E BERNARDO TABAK
Da FolhaPress – Rio de Janeiro

A ex-senadora e pré-candidata à Presidência da República Marina Silva (Rede) disse ontem que seu projeto de reforma tributária prevê que a cobrança de impostos se dê de forma progressiva no país, de modo que os pobres paguem menos que os ricos.

Marina enfatizou, no entanto, que não planeja nem reduzir nem aumentar a carga tributária média brasileira. Ela diz não pretender criar novos impostos ou cortar os já existentes.

A ideia, explicou, é combater o que ela chamou de não regressividade. O objetivo é que o imposto seja progressivo em relação à renda da população. Essa medida, disse, não traria prejuízo para a arrecadação.

Marina afirmou ainda que, diante da crise fiscal do governo federal e a necessidade de recursos, não é possível desonerar os mais ricos, bem como os meios de produção, mas é possível simplificar os processos da carga tributária a fim de tornar os encargos mais simples de serem pagos. Ela afirmou ainda que a ideia é descentralizar a cobrança de impostos.

"Quem ganha menos não pode pagar mais", disse ela, que participou ontem de evento da Frente Nacional de Prefeitos, em Niterói (RJ).

Marina afirmou que o Brasil vive um momento muito difícil na história do país, destacando que na base da crise econômica está a crise de valores e política.

"É preciso fechar o dreno da corrupção, buscar gestão pública eficiente. Não pode mais haver eleições ganhas com dinheiro de corrupção. Essa crise está nos ensinando muito", declarou.

Marina afirmou que é preciso respeitar o federalismo e ter uma relação inteiramente republicana com os prefeitos.

A candidata enfatizou a necessidade de se dar autonomia aos municípios, com maior participação na fatia dos recursos. Ela criticou a distribuição da arrecadação, dizendo que uma ínfima parte vai para os municípios.



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