Quinta feira, 21 de março de 2019 Edição nº 14962 21/04/2018  










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Dodge falta à cerimônia de Temer

Da Uol/Folhapress São Paulo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não compareceu à cerimônia em que seria condecorada pelo presidente Michel Temer com a insígnia da Ordem do Rio Branco.

Segundo a equipe dela, a ausência se deveu a uma agenda cheia de compromissos, na sede da PGR (Procuradoria-Geral da República), que já estavam programados para ontem.

Em fevereiro, ela pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a inclusão do nome do presidente no chamado inquérito do "quadrilhão do MDB", que apura supostos pagamentos ilícitos feitos pela Odebrecht à sigla.

Ela também alegou haver inconstitucionalidade em medida provisória que concedeu foro privilegiado ao ministro Moreira Franco, um dos maiores aliados do presidente, com a criação da Secretaria-Geral.

Os dois episódios amargaram a relação entre Dodge e Temer, que foi o responsável pela indicação dela para o comando do Ministério Público Federal.

Mesmo com a ausência de Dodge, o Ministério de Relações Exteriores enviará a insígnia posteriormente à agraciada.

Em outubro, Dodge compareceu à cerimônia em que recebeu das mãos de Temer insígnia da Ordem do Mérito Aeronáutico. No ano anterior, a mesma honraria foi dada pelo presidente ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot.

Ao todo, cerca de cem pessoas foram agraciadas com honrarias, entre políticos, militares e diplomatas. A homenagem também foi recebida por ministros da gestão emedebista, como Torquato Jardim (Justiça), Gilberto Occhi (Saúde) e Gustavo Rocha (Direitos Humanos).

AVALIAÇÃO

A insígnia é entregue a pessoas que, na avaliação do governo federal, se distinguiram por "serviços meritórios" e por "virtudes cívicas".

Antes da entrega, Temer participou de formatura de diplomatas, no Palácio do Itamaraty. A turma fez uma homenagem à vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em março, um mês depois da decretação pelo presidente da intervenção federal no Rio de Janeiro.

Até o momento, o interventor Braga Netto não conseguiu solucionar o crime. A principal suspeita é de que ela tenha sido executada por milícias, que eram criticadas pela vereadora em sua vida pública.

Os pais da vereadora compareceram à formatura. Em discurso, Temer chamou de "inaceitável" e "covarde" o assassinato e disse que não conseguiram matar o que ela representou na defesa dos direitos humanos.

"As investigações sobre o crime avançam com método e critério e as autoridades trabalham para que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça", disse.

O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, disse que não conseguirão assassinar Marielle uma segunda vez por meio da divulgação de calúnias.



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