Quinta feira, 12 de dezembro de 2019 Edição nº 14957 14/04/2018  










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As peripécias do futebol

O futebol mato-grossense segue sua trajetória. Os dirigentes tentam, sem dinheiro, mas com muita criatividade, recuperar o tempo perdido e fazer novamente o futebol do Estado rentável e respeitado em todo o país. Relembrar o passado não é apenas saudosismo. É também uma forma de se buscar os pontos positivos daquela época, que muito bem podem ser aplicadas hoje. Uma delas está na formação das equipes da Capital e também do interior. Antigamente, todas as equipes tinham em seus plantéis um craque, geralmente no meio de campo, que fazia a diferença. Que dentro das quatro linhas ditava a forma de jogo elaborada pelo técnico, e quando o time se perdia durante o jogo, na base da experiência e muito jogo de cintura, conseguia evitar que a vaca fosse de vez para o brejo.

Quem não se lembra de Ruíter, Pastoril e Tostão no Mixto? De Adilson, Fidélis, Bargas e Roberto Dias no Dom Bosco? De César (o Diabo Loiro) e Mosca no Operário? Isso é apenas uma pequena referência, já que outros craques também importantes desfilaram em nossos gramados. Craques que foram o ponto "G" em suas equipes e que contribuíram decisivamente para o bom futebol praticado naquela época. Os torcedores tinham um ponto de referência em suas equipes e as discussões nos bares, no trabalho, seja lá onde fosse, giravam em torno disso, com cada um querendo mostrar que o seu craque era melhor.

Hoje não se vê mais isso. As equipes são montadas sem esse diferencial. O torcedor não tem a quem reverenciar ou cobrar. Alguns dirigentes podem até alegar faltar de material humano e dinheiro. Porém, eles precisam entender que investindo um pouco mais, trazendo alguém com bagagem e que já jogou nos grandes times de futebol do país pode, num curto espaço de tempo, reascender de vez o futebol no estado.

O engraçado de tudo é que naquela época lamentávamos o fato da inexistência de praça esportiva à altura. Um local digno para a exibição dos nossos craques. Bem, esta desconformidade se arrastou por um bom tempo, até que veio o Verdão e depois a Arena Pantanal. Mas, infelizmente, o futebol mato-grossense começou a decair justamente com as chegadas desses "templos". Do Verdão para cá, o futebol foi definhando, definhando até... O Cuiabá Esporte Clube está tentando. Se continuar assim, mais pra frente, bem mais pra frente, será uma potência. Mas, não só boa vontade e organização enchem estádios. As grandes torcidas são necessárias. A redenção do futebol mato-grossense passa, pura e exclusivamente, pelas ascensões do Mixto, Operário e Dom Bosco. Não se iludam!



ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá

rosivaldosena@hotmail.com



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