Terça feira, 23 de abril de 2019 Edição nº 14957 14/04/2018  










PROJETO REFLORESCERAnterior | Índice | Próxima

Plantio de flores para presas

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem

O que a maioria pede é uma segunda chance. É isso que trará o Projeto Reflorescer. Destinado a reeducandas que cumprem penas no presídio feminino Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, o projeto além de profissionalização, contemplará as participantes com remissão de

pena.

O projeto visa a produção de flores de corte e em vasos e mudas para paisagismo em uma área de aproximadamente 800 metros quadrados na penitenciária feminina Ana Maria do Couto “May” em Cuiabá. Inicialmente serão contempladas 60 mulheres em cumprimento de pena e que atendam o requisito de bom comportamento.

Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso e que integra o projeto, a produção deve ser comercializada junto às floriculturas de Cuiabá e região e também será possível a venda direta. A renda obtida será dividida em duas partes iguais, sendo metade para pagar o trabalho das reeducandas e a outra destinada à manutenção das atividades, assegurando a sustentabilidade financeira do projeto.

A OAB reforça que o projeto vai proporcionar além da ressocialização e fomento da economia, a melhoria da saúde e bem-estar das reeducandas. A penitenciária Ana Maria do Couto “May” é a unidade que recebe a maior quantidade de medicamentos antidepressivos. Assim, o desenvolvimento de atividades diárias, permitindo a capacitação para o mercado de trabalho e a trato direto com o cultivo das flores também é uma ferramenta de resgate da autoestima e recuperação da saúde emocional dessas mulheres. Hoje a unidade conta com 184 mulheres com idades entre 25 e 60 anos.

Para o cultivo, as reeducandas participarão de um curso de capacitação pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT) e trabalharão no cultivo das flores como forma de remissão da pena. Para o vice-presidente da OAB-MT, Flávio Ferreira o projeto é de extrema importância, não apenas como importante ferramenta de ressocialização, mas também para fomentar a economia local, oferecendo ao mercado mão de obra qualificada.

“Toda oportunidade que possibilite uma chance de trabalho e, consequentemente, uma nova perspectiva às reeducandas é sempre bem-vinda. Trabalhamos com muitos parceiros que nos auxiliam com projetos de ressocialização dos homens e mulheres custodiados. E esta iniciativa será uma ótima oportunidade de proporcionar qualificação e uma chance de trabalho para quando estiverem em liberdade”, afirma o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Emanoel Flores.

FOCO NA RESSOCIALIZAÇÃO – Outro projeto que também chama a atenção é o “Liberdade de Fato e Direito”. Funcionando desde o final do ano passado o projeto contempla 17 presos da Penitenciária Central do Estado com cursos de graduação semi-presencial em administração.



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