Quarta feira, 24 de abril de 2019 Edição nº 14957 14/04/2018  










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Godard e Spike Lee disputam a Palma de Ouro

Após polêmica no ano passado, Netflix fica fora do Festival de Cannes

Da Folhapress - São Paulo

Jean-Luc Godard será presença marcante na 71ª Festival de Cannes. Depois de ter uma cena de seu "O Demônio das Onze Horas" (1965) eternizada no pôster oficial deste ano, o cultuado diretor foi selecionado para concorrer à Palma de Ouro com seu novo longa, "Le Livre d'Imge".

Apesar de ter concorrido algumas vezes, Godard jamais venceu a Palma de Ouro -mas foi agraciado recentemente com o Grande Prêmio do Júri por "Adeus à Linguagem" (2014).

Divulgada na manhã desta quinta-feira (12), a seleção dos filmes que concorrem ao prêmio máximo do festival francês tem outros nomes de peso do cinema mundial.

Spike Lee volta ao evento com "BlacKKKlansman", que narra a história de um policial afro-americano infiltrado entre os membros da Ku Klux Klan em 1978. Com Adam Driver e John David Washington.

Já o iraniano Jafar Panahi concorre com "Three Faces", mas sua presença ainda é incerta já que o diretor é proibido de deixar seu país.

De acordo com Thierry Frémaux, diretor geral do festival, as autoridades iranianas receberão uma carta "para que autorizem Panahi a sair do território, apresentar seu trabalho e retornar a seu país."

Outro iraniano, Asghar Farhadi, havia sido anunciado anteriormente. Seu filme rodado em espanhol "Todos los Saben", protagonizado por Javier Bardem e Penélope Cruz, foi escolhido para ser o de abertura desta edição.

Três diretoras também concorrem à Palma de Ouro: a francesa Eva Husson com "Girls of the Sun", a libanesa Nadine Labaki com "Capharnaüm" e a italiana Alice Rohrwacher com "Lazzaro Felice".

"Em Cannes, nunca teremos uma seleção baseada em uma discriminação positiva em relação às mulheres", afirmou Frémaux. "Há uma diferença entre as mulheres cineastas e o movimento MeToo", completou -o festival deste ano é presidido pela atriz Cate Blanchett.

Fora da seleção pelo prêmio máximo, o Brasil será representado por Cacá Diegues, homenageado com uma exibição de "O Grande Circo Místico" (2016), em sessão especial. Diegues já concorreu a Palma de Ouro em três ocasiões, com "Bye Bye Brasil" (1980), "Quilombo" (1984) e "Um Trem para as Estrelas" (1987). Nunca venceu.

SEM NETFLIX - A Netflix comunicou na quarta-feira (11) que estava se retirando totalmente do Festival de Cannes, que acontece entre 8 e 19 de maio.

Ao contrário do ano passado, nenhum filme produzido pela Netflix estará na mostra competitiva, depois que a plataforma sob demanda decidiu abandonar o festival por discordar das normas de exibição na França.

Frémaux explicou que propôs a inclusão de um filme na mostra oficial e outro -uma obra inacabada de Orson Welles e finalizada pela Netflix- fora da competição.

Mas a gigante do streaming se negou a aceitar que a estreia aconteça nos cinemas da França.

A lei francesa determina que após a estreia nos cinemas, um filme deve aguardar quatro meses para ser lançado em DVD ou no sistema OnDemand. Depois de 10 meses pode ser exibido na TV aberta e após 36 meses em qualquer serviço de streaming.

Desta maneira, o Netflix decidiu não participar em absoluto do Festival de Cannes.

"Queremos que nossos filmes estejam em pé de igualdade com os demais. Se existe o risco de nossos filmes e cineastas receberem um tratamento desrespeitoso no festival (...) acredito que é melhor não estarmos lá", afirmou à revista Variety Ted Sandoros, diretor de conteúdo da empresa americana, antes de pedir a "modernização de Cannes.

"É uma pena", disse Frémaux. No ano passado, a presença de dois filmes da Netflix na mostra oficial provocou a irritação dos proprietários de cinema franceses.

Pedro Almodóvar, que era presidente do júri, também criticou a postura da Netflix, que exibiu na competição do ano passado "Okja", do sul-coreano Bong Jon-hoo.



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