Domingo, 15 de setembro de 2019 Edição nº 14952 07/04/2018  










HERMES MARTINS DA CUNHA Anterior | Índice | Próxima

Nova visão para o comércio

Primeiro é preciso destacar que Cuiabá, por ser a capital do agronegócio, tem um grande potencial ainda a ser explorado. Em outras palavras, significa dizer que ainda temos muita margem para crescer. E é justamente essa a expectativa do empresário do comércio para os próximos anos. Nossa querida capital caminha para seu terceiro centenário, e o comércio faz parte da história dessa cidade, promovendo-a e contribuindo diretamente para seu desenvolvimento.

No entanto, se Cuiabá ainda tem um grande potencial comercial a ser explorado, o que falta para que esse crescimento aconteça na prática? Nesse entendimento, é preciso destacar dois pontos primordiais, que são os grandes entraves para o setor empresarial deslanchar.

O primeiro, é sem dúvida, a burocracia. Empreendedores deveriam ser incentivados a expandir seus negócios com uma política pública que proporcione esse desenvolvimento. Infelizmente, o excesso de procedimentos morosos e nem sempre eficientes, acabam por sufocar a iniciativa privada. Para se ter uma ideia, uma empresa no Brasil demora cerca de 100 dias para se formalizar, enquanto que em outros países, esse tempo é, em média, uma semana. E quem dera se a burocracia estivesse arraigada apenas na esfera administrativa. Não. Linhas de financiamento, para serem obtidas pelo comércio, demandam uma verdadeira “saga”. São inúmeras exigências, documentos, certidões, que se fossem mais simplificados e objetivos, tornariam o processo todo mais dinâmico.

O segundo ponto, é evidentemente, a alta carga tributária que o comércio sofre. E se o comércio sofre, toda a sociedade sofre junto, visto que as empresas são repassadoras de impostos, e quem paga a conta, é o consumidor final. O poder público precisa perceber com urgência que, aumentar a arrecadação, está diretamente ligado ao aumento do consumo, e não, aumento de impostos! Quando essa lógica se inverte, os preços dos produtos e serviços sobem, e isso inibe as vendas, que por sua vez inibem o crescimento das empresas, e até mesmo novas contratações.

Um incentivo ao comércio passa diretamente por uma desburocratização do sistema e de uma redução da carga tributária. Só assim a atividade empresarial em Cuiabá poderá alcançar seu potencial represado, gerando mais empregos, renda e arrecadação.

Nós, enquanto empresários do comércio, acreditamos numa Cuiabá mais forte, com uma política de incentivo e promoção daqueles que trabalham pelo desenvolvimento econômico da nossa estimada cidade.



* HERMES MARTINS DA CUNHA – presidente Fecomércio-MT

andressa.imprensa@fecomercio-mt.com.br



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