Terça feira, 22 de outubro de 2019 Edição nº 14952 07/04/2018  










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Cuiabá, 299 anos

Cuiabá chega aos 299 anos amanhã, dia 8, com muitos desafios relevantes: recuperar sua autoestima, superar a crise financeira que degrada a olhos vistos os serviços públicos, estancar a evasão de cérebros e talentos, atrair e facilitar investimentos e abrir novas perspectivas econômicas que gerem emprego e renda.

A capital dos mato-grossenses vai celebrar seu aniversário em um misto de orgulho e temores. Esse sentimento dúbio e aparentemente contraditório representa, na verdade, uma oportunidade de evolução. Pesquisas revelam, por exemplo, que a segurança está no topo das preocupações dos habitantes da cidade, um alerta fundamental para dar paz à população e, com isso, favorecer todas as atividades inerentes a uma metrópole, entre elas a convivência e o prazer da descoberta da própria cidade.

As cidades se desenvolvem a partir da identificação e do investimento em vocações naturais, mas Cuiabá ainda extrai pouco proveito de suas inclinações para as áreas da saúde, da educação, a cultura e, também, o futebol. Reconhecer a excelência nessas áreas não significa ignorar os problemas, mas sim apontar a necessidade de uma ação coordenada que acelere o desenvolvimento e a geração de renda das vocações, de modo que os benefícios se espalhem para todos os campos da Capital.

É justamente esse contraste que muitas vezes turva a visão de futuro. É difícil aceitar que uma cidade com medicina de ponta tenha tanta gente desassistida e que uma região com algumas das melhores universidades do país ostente índices capengas na educação. A boa notícia é que as soluções não estão necessariamente distantes. Cabe aos cuiabanos, e a suas lideranças, saber alargar o alcance desses avanços, em favor de todos.

Faltando um ano para seu tricentenário, o melhor presente para a volta da autoestima dos seus moradores seria a retomada das obras do Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT, que deveria ter ficado pronto em 2014, durante a Copa do Mundo realizada no Brasil. Desde 2015, as obras estão paradas e rasgam a principal via da cidade.

Além do retorno da principal obra, Cuiabá precisa encaminhar saídas para problemas fundamentais, como a aparência de abandono de locais públicos, a violência, a burocracia que desestimula negócios, entre tantos outros temas. Nem todas as soluções estão ao alcance dos entes municipais, mas eles são os agentes fundamentais não só para a melhora da sensação de bem-estar de seus habitantes nos espaços públicos e privados, mas também para a atração e retenção de empresas e talentos.

Cuiabá não é obra de um homem só ou de um só governo. Os bandeirantes que aqui chegaram há exatos 299 anos não imaginavam o tamanho e a complexidade do projeto que começavam a erguer. Um emaranhado de ruas, praças, pessoas de todas as origens e credos, prédios, memórias, problemas e soluções. Tudo isso tem um futuro em comum. Acreditar nele e trabalhar por ele é o maior presente que a cidade poderia receber.



Cuiabá não é obra de um homem só ou de um só governo



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