Segunda feira, 20 de janeiro de 2020 Edição nº 14952 07/04/2018  










Anterior | Índice | Próxima

Mobilidade urbana é um dos grandes desafios da cidade

Da Reportagem

Um dos grandes desafios de Cuiabá é a questão de mobilidade urbana, apontada como a chave para integrar a cidade territorialmente e para se pensar o modo de como se dará a prestação dos serviços públicos e o acesso da população a todos os equipamentos existentes, inclusive, aqueles destinados à cultura e ao lazer. Nesse contexto, um dos aspectos negativos na cidade tem sido o trânsito, que costuma travar nos horários de picos ou durante a ocorrência de um acidente.

Atualmente, a capital conta com uma frota de pouco mais de 400 mil veículos. Por meio da assessoria imprensa, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) reconheceu que a malha viária da cidade não está mais suportando a quantidade de carros e motocicletas e que uma forma de amenizar os gargalos tem sido investir em tecnologia. Exemplo disso é a instalação dos semáforos instalados nas principais vias da cidade, campanhas educativas, além de estudos para alargamento de pistas.

Especialistas na área apontam outras saídas. “O principal desafio é vencer a tentação de se procurar resolver o problema do trânsito, de mobilidade ou do transporte público por si só sem pensar na cidade como um todo. A cidade é muito mais que o trânsito”, disse o professor, urbanista e arquiteto, José Antonio Lemos. “A cidade é mais que o sistema de transporte ou vias, carros ou motos. Quanto mais alarga ruas e se constrói viadutos, mais carros vêm. O planejamento tem que envolver o uso e a lei do solo, verificar onde vai morar gente, onde as pessoas vão trabalhar ou onde vai ter mais áreas de lazer justamente para poder locar o sistema de mobilidade e de transporte, como VLT se for o caso”, acrescentou citando a Carta de Atenas, que têm quatro funções: morar, trabalhar, lazer e circulação.

Ele acredita ainda que falta planejamento. “Cuiabá teve um sistema de planejamento que está, inclusive, colocado na Lei Orgânica do município e um capítulo da Política Urbana de 1989 previa, para 30 anos depois, ter uma cidade mais organizada. Dentro desse sistema, há o órgão chamado IPDU (Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano), que fazia esse planejamento, acompanhava a cidade para saber o que estava dando certou ou errado, registrava vinha sendo feito, cada equipamento público e privado lançado no espaço urbano de forma que se tinha um controle. E esse sistema foi desmantelado”, criticou.

Segundo o professor, hoje o IPDU é apenas um título dentro do organograma da prefeitura. “Antes, era uma autarquia que tinha diretoria, inclusive, de projetos especiais, que projetou, por exemplo, a Feira do Porto, o Parque Mãe Bonifácia, a primeira reforma da Orla do Porto, Avenida das Torres e do Moinho”, completou. (JD)



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




17:40 Wilson Santos próximo da base de Mauro Mendes
17:40 MP investiga suspeita de fraude de pagamento em R$ 3,5 milhões em Cuiabá
17:39 Semana de Cano no Vasco tem busca por casa, dificuldade com português e boa impressão
17:39 Palmeiras mandará clássico contra o São Paulo em Araraquara
17:39 Carlos Sainz mantém vantagem e é tricampeão do Rali Dakar


17:38 Pedro desembarca no Rio para assinar com o Flamengo
17:38 Jobson, do Santos, alfineta Sampaoli e elogia Jesualdo por trato pessoal
17:38 Dos times cariocas, Fluminense buscou mais caras novas com status de titular
17:11 PF prevê novos indiciamentos pela tragédia de Brumadinho só após junho
17:11 Dia 25 de janeiro desmoronamento de barragem da Vale completa 1 ano
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018