Sábado, 20 de abril de 2019 Edição nº 14949 04/04/2018  










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Mais que shows

Muitas coisas continuam nos orgulhando na história de Cuiabá, a capital mato-grossense que no próximo domingo (08) completará 299 anos. Especialmente o povo, caloroso como seu clima e hospitaleiro como ninguém.

A piscosidade do Rio Cuiabá, que mesmo sofrido e esquecido permanece, não tanto quanto outrora, nos fornecendo peixes, a principal matéria prima de nossa culinária, é outra razão de orgulho.

O cuiabano é acolhedor e quem chega e se estabelece aqui aprende a ser. Como diz o grande compositor Moisés Martins, ser cuiabano está na alma, não é uma questão de local de nascimento. Então, não importa se nascemos ou não aqui, mas o quanto amamos e defendemos a cidade.

Mas, infelizmente, a Cuiabá que gostaríamos de ter agora, sem esperar pelas promessas dos 300 anos, precisaria ressurgir das cinzas da corrupção. Se recompor quase que por completo.

Se já não estávamos contentes com a Cuiabá anterior à Copa de 2014, imagine a de agora. Essa Cuiabá na qual convivemos nos últimos cinco anos carrega grandes feridas que ainda sangram e para as quais parece não haver remédio.

Os cofres públicos estão vazios, inviabilizando a conclusão de obras importantes, como o sonhado e tão propagado, embutido de interesses vis, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Se os cofres estão vazios, deve haver muitos com os bolsos cheios.

É, Silval Barbosa, você e o Riva encabeçam a lista dos políticos que já garantiram seus lugares no topo das piores partes da história de Mato Grosso. Serão lembrados para sempre!

Mas, voltando para o aniversário da cidade, se bem que não há feitos a comemorar, exceto a própria data da fundação e seus habitantes, a verdade é que a cidade e seus moradores merecem mais que shows nacionais.

Não sei quem está patrocinando a vinda de artistas como Luan Santana, Munhoz e Mariano... para a festa de comemoração, mas acho que esses mesmos patrocinadores poderiam investir em outras áreas. Na cultura propriamente dita, o patrimônio histórico, por exemplo.

Uma caminhada pelas ruas centrais de Cuiabá nos causa tristeza e indignação. Por onde se olha há casarões em ruínas. E isso não é de hoje, tampouco uma questão exclusiva de gestão municipal.

Todas as casas têm proprietários, porém poucos estão interessados em recuperá-las. Por ser tratar de imóveis tombados esperam que o poder público faça isso. Esperam também que caiam para que possam construir o que bem querem no local.

Viva Cuiabá! Viva nós moradores que a amamos e acreditamos em dias melhores, sem tantos para aviltá-la.



ALECY ALVES é repórter



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