Quinta feira, 21 de março de 2019 Edição nº 14949 04/04/2018  










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Nova geração de cantores homenageia Dalva de Oliveira

FABIANA SCHIAVON
Da Folhapress - São Paulo

Já está nas lojas e nas plataformas digitais o disco "Dalva de Oliveira - 100 anos (Ao Vivo)", que reúne 32 músicas gravadas por Dalva (1917-1972) na voz de artistas de diversas gerações. O registro foi feito em julho de 2017 em dois shows, um no Rio e outro em São Paulo, para celebrar o centenário de nascimento da cantora, uma das maiores estrelas da música nacional nos anos 1940 e 1950.

"Quando percebemos que havíamos reunido artistas de diversas gerações em apenas duas noites, decidimos fazer o registro", conta o produtor Thiago Marques Luiz. "Há artistas contemporâneos a Dalva, como Angela Maria, e cantores que vieram um pouco depois e representaram a bossa nova, como Alaíde Costa e Claudette Soares. Já dos anos 1970, estão Maria Alcina e a Cida Moreira. Há ainda a Tetê Espíndola, que marcou os anos 1980, até os contemporâneos, como Filipe Catto", lembra Marques.

Um dos mais jovens é Ayrton Montarroyos, que se destacou no "The Voice Brasil" (2015). "Ele é um dos maiores fãs da Dalva que está neste show e escolheu uma canção menos conhecida, "Não Tem Mais Fim"", lembra o produtor.

A cantora Xênia França, uma das mais recentes revelações da música brasileira, canta "Pela Décima Vez". "A minha mãe não acreditou quando eu disse que cantaria com Angela Maria. E nós até jantamos juntas", conta Xênia. "Eu sempre ouvi minha mãe escutando os discos da Dalva. O país sempre teve grandes cantoras como ela, mas naquela época elas não eram respeitadas como artistas e enfrentaram muitos desafios. É uma honra para mim homenagear uma mulher com essa potência", diz Xênia.

No Rio, haverá um show de lançamento no dia 1º de maio. A data em São Paulo ainda não foi confirmada.

CLAUDETTE SOARES - Ainda criança, Claudette Soares sonhava em ser Dalva de Oliveira. Hoje, aos 80 anos, ela celebra sua participação no disco "Dalva de Oliveira - 100 Anos - (Ao Vivo)". "Eu queria ser a Dalva. Eu lembro do meu início de carreira como eu achava aquela mulher deslumbrante, que interpretava com um olhar dramático", lembra Claudette, saudosa desse sentimento. "Temos gerações de grandes cantoras, mas sinto que hoje falta emoção. Aquela dor passada por Elis [1945-1982], por Maysa [1936-1977], em que elas sentiam a história da música, já não se vê mais", avalia.

Já mais conhecida, Claudette conviveu com Dalva. "Ela sonhava que eu me casasse com o Pery", lembra, aos risos, citando o filho de Dalva, Pery Ribeiro (1937-2012).

MARCHINHAS - "Ela foi a mulher que lançou canções como "Bandeira Branca" e "Máscara Negra", que não passam um Carnaval sem tocar", lembra o produtor Thiago Marques Luiz.

Vicentina de Paula Oliveira, a Dalva de Oliveira (1917-1972), nasceu em Rio Claro, interior de São Paulo, e se mudou com a família para o Rio ainda jovem. Em 1937, casou-se com Herivelto Martins com quem formou um trio musical. O fim da união, em 1947, transformou-se em uma guerra de ofensas por meio de músicas. A fase foi tema da série "Dalva e Herivelto: uma Canção de Amor" (2010, Globo). Ela morreu em 1972, em decorrência de hemorragia no esôfago.



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