Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 14946 29/03/2018  










CASA DOS HORRORESAnterior | Índice | Próxima

MP investiga ‘fantasmas’ na Câmara

Promotora vai investigar a existência de funcionários ‘fantasmas’ nos gabinetes dos vereadores de Cuiabá

DINALTE MIRANDA/DC
Câmara Municipal de Cuiabá, investigada pelo Ministério Público: caçando fantasmas na ‘Casa dos Horrores’
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem

A existência de supostos servidores fantasmas em gabinetes dos vereadores da Câmara de Cuiabá será apurado pelo Ministério Público Estadual (MPE). A denúncia foi recebida pelo órgão no último dia 23 e distribuído para a promotora Audrey Thomaz Ility, do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.

A partir da análise da representação é que vai ser decido se será aberto um inquérito para apurar os fatos. A denúncia tem como alvo os vereadores Diego Guimarães (PP) e Marcelo Bussiki (PSB).

Os parlamentares teriam nomeados em seus gabinetes servidores fantasmas, que estariam apenas recebendo o salário sem comparecer ao Parlamento Municipal, ou prestar qualquer tipo de serviço.

Com salário de aproximadamente R$ 2 mil, Marta Aparecida Piovezan é lotada no gabinete do parlamentar progressista, mas, segundo consta na denúncia, não comparece à Casa de Leis. Ela seria mãe de Rafael Piovesan, vereador de Acorizal e presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat).

Guimarães garante que a referida servidora é responsável por colher indicações nos bairros da Capital, por isso, não cumpre expediente no Legislativo,

Ela foi contratada em setembro de 2017, mas foi demitida em outubro do mesmo ano, quando houve a exoneração em massa na Câmara. Ela veio a ser recontratada em janeiro deste ano.

Já Bussiki teria empregado Noíze Pereira da Silva, mãe do ouvidor da Prefeitura de Cuiabá Jairo Rocha, que trabalhou anteriormente com Bussiki. Jairo foi exonerado pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na última semana.

Conforme consta na denúncia, Noíze possui um salário de R$ 4 mil e também não comparece ao Parlamento Municipal. O parlamentar, por sua vez, afirma que a servidora presta serviço de assessoria parlamentar em seu gabinete.

Os parlamentares acreditam que essa denúncia seria uma forma de retaliação em decorrência de seus posicionamentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB).

Há cerca de 15 dias o vereador progressista conseguiu suspender na Justiça os trabalhos da CPI, alegando irregularidade na formação do grupo.

Bussiki responde pela presidência do grupo e também foi o autor do requerimento que deu origem a investigação na Câmara Municipal. O socialista, entretanto, tem sido voto vencido, tendo em vista que os outros dois componentes, Adevair Cabral (PSDB) e Mario Nadaf (PV), fazem parte da base do prefeito. Por dois votos a um, os parlamentares governistas conseguiram encerrar a fase de oitiva da Comissão.



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