Quinta feira, 21 de fevereiro de 2019 Edição nº 14946 29/03/2018  










ALINE ALMEIDAAnterior | Índice | Próxima

Na rede

Estar em uma rede social hoje em dia faz praticamente parte da vida de todos. Essa ferramenta tornou-se não só uma forma de comunicação, mas também de informação. Tanto que pesquisas apontam que mais de 70% dos brasileiros usam as redes sociais para se informar. Mas, o ambiente virtual também tem se tornado perigoso.

Tem sido este principalmente um ambiente de debate de opiniões. Contudo, a sensação que se tem é que não se pode ter opinião. Uma pequena divergência entre pensamentos podem se tornar uma verdadeira batalha, com troca de insultos e calúnias. É muito comum esta característica nos grupos de WhatsAap, mais ainda naqueles em que se encontram cabos eleitorais ou aqueles que julgam donos de uma verdade ou ideologia absoluta.

As discussões passaram de pequenas divergências, comuns até fora do ambiente virtual, e se tornaram cabo de guerras. Todo mundo é livre para opinar, mas não aqui no “meu grupo” e não contra os meus interesses. Palavras ditas a mais são motivos de desavenças e se continuar não concordando é exclusão na certa. Assusta o quanto nos tornamos intolerantes.

Num ambiente de múltiplas possibilidades de trocas de pensamentos, o que se tem percebido é uma tendência de repulsa ao contraditório. Com o ambiente de eleições se aproximando, a chuva de insultos e as amizades sendo desfeitas tendem a aumentar. E tudo que ocorre no ambiente virtual, acaba tomando uma proporção ainda maior no real.

Como conviver num ambiente onde minha religião é melhor, meu time é melhor, minha cor é melhor, meu partido político é melhor, minha cidade é melhor, enfim tudo que se refere a mim é melhor. Cresce a intolerância de todos os tipos num canal que veio para nos unir. O problema não está na tecnologia, mas no uso que fazemos dela.

Têm gerado preocupação também numa era em que temos as informações em tempo real, as fake news. As notícias falsas estão espalhando como vírus nas redes sociais. Denegrindo imagem de pessoas, “vendendo” uma informação como verdadeira e muitas vezes causando verdadeiros alvoroços junto à população. Uma notícia falsa pode destruir uma vida.

Por isso, antes de ficar espalhando, o usuário, que tem toda a facilidade em mãos deve checar a fonte, evitar sites conhecidos por sensacionalismo, ler a matéria completa, pesquisar a notícia no Google, entre outras atitudes. Quem propaga uma notícia falsa é tão responsável pela injustiça como quem criou a notícia. Está mais do que na hora de aprendermos a usar melhor a internet, a respeitar os outros e sermos conscientes.



ALINE ALMEIDA é repórter



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




19:13 Victório Galli diz que Selma Arruda vai para o PSL
19:11 Após reunir com Jayme, Dilmar Dal Bosco continua no DEM
19:10 TJ nega pedido para suspender ação de grampos ilegais
19:09 Após nova reunião, deputados decidem continuar no partido
19:09 MP investiga ‘fantasmas’ na Câmara


18:32 BOA DISSONANTE
18:31 É agora Lava Jato!
18:31 Pasta verde
18:30 Na rede
18:30 Erudição é fundamental
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018